Legislativas. Aliança defende que GNR necessita de forte investimento

Jorge Medeiros AliançaDepois de uma reunião com o comandante do Comando Territorial dos Açores da GNR, Coronel de Infantaria, Paulo Messias, o candidato às eleições para a Assembleia da República do Partido Aliança, manifestou-se satisfeito com o que ouviu, relativamente à actividade que tem sido desenvolvida pela GNR na Região, sublinhando que “é muito importante que esta força de segurança seja apoiada e dotada dos meios necessários para continuar a desempenhar a sua missão e assim garantir, com a qualidade que se espera, a segurança dos açorianos”.

Na ocasião Jorge Medeiros pode constatar que à semelhança de outras entidades que dependem do Governo da República, também a GNR se debate com dificuldades, as quais, destaca, “têm de merecer a atenção do Governo da República, através de acções concretas, consubstanciadas em investimento efectivo”.

Para o candidato, “o sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo (SIVICC) tem de ser uma realidade nos Açores e não pode ficar soterrado nas boas intenções e nos discursos de circunstância e promessas das visitas dos senhores ministros à Região”, afirmou acrescentando a este propósito, que “a instalação deste serviço, é importante para a nossa segurança, na medida em que os nossos mares são utilizados para passagem de tráfico de droga, a qual também nos pode atingir”.

Para Jorge Medeiros, a GNR sofre ainda de um problema que classifica de “crónico e transversal aos restantes serviços que dependem da República nos Açores: a falta de recursos humanos”, dificuldade, que para o Partido Aliança, só se resolverá “quando for considerada e efectivada a proposta da criação de contingentes de formação específicos da Região para resolver a falta de quadros destes serviços na região”. Jorge Medeiros, não tem dúvidas que ”se assim não for, continuaremos a lamentar a falta de recursos humanos, enquanto todos os anos vamos ouvindo os ministros desfiarem promessas que nunca se cumprem”.

Jorge Medeiros alertou ainda para “a necessidade que a GNR tem na optimização de recursos humanos na conjugação de esforços com a actividade do SEF, na assumpção dos custos de insularidade, na potenciação da missão do controle do ambiente – todas as ilhas dispõem de um militar com formação especifica -, da fiscalização da actividade marítima e das pescas, assim como a necessidade de investimento em viaturas para as suas actividades”.

“Com todas estas responsabilidades, o Governo da República não pode continuar a ficar na trincheira das promessas que nunca cumpre, esperando que a Região o vá substituindo em investimentos que são da sua responsabilidade como, por exemplo, é o caso das viaturas que têm sido distribuídas à PSP e à própria GNR”, concluiu Jorge Medeiros.