O mais forte dos últimos 22 anos

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A Protecção Civil confirmou que houve “falhas de fornecimento de energia em todas as ilhas” durante a passagem do furacão Lorenzo, mas a situação está normalizada em Santa Maria, São Miguel, Terceira, Corvo e Graciosa. 

No Pico, Flores e São Jorge, as linhas de alta tensão estão a ser reparadas e a situação deve ter ficado  normalizada até ao fim do dia de ontem . 

No Faial, a energia estava prestes a ser restabelecida a meio da tarde.

A Protecção Civil também confirmou a existência de uma conduta de água danificada em São Jorge que, por não estar a afectar o acesso à água pelas populações, só vai ser reparada a partir de hoje.

Ao longo da noite, 53 pessoas ficaram desalojadas, 61 estradas foram encerradas e 171 ocorrências chegaram às mãos das autoridades à conta da passagem do furacão Lorenzo, “o mais forte dos últimos 22 anos”, que chegou aos Açores e permanece na categoria 2. 

António Costa assegurou que “a situação de maior risco está ultrapassada”, mas pediu a Pedro Siza Vieira que se desloque aos Açores em representação do Governo, o que deverá acontecer hoje, com a sua chegada às Flores esta manhã.

Corvo, Pico, Flores e Faial foram, até ao momento, as ilhas mais afectadas.

Ainda assim, e por precaução, nas Lajes do Pico a zona ribeirinha foi evacuada devido à agitação marítima. 

Trata-se de uma área muito plana, junto ao nível do mar e as pessoas foram levadas para uma escola básica, adiantou à Rádio Observador o vereador da Câmara Municipal, Nelson Macedo. 

Inicialmente foi avançado que teriam sido retiradas cerca de 100 pessoas, mas a informação foi corrigida para 50 pessoas.

O período mais crítico da passagem do furacão Lorenzo pelos Açores começou entre as 4h da manhã e foi até às 9h. 

Grande parte da situação dos desalojados, adiantou aos jornalistas o presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, Carlos Neves, “deveu-se nomeadamente a dois fatores – umas situações em São Jorge e nas Flores, que tiveram a ver com infiltração de água nas habitações, com o levantamento das telhas, e depois a situação de 19 pessoas na cidade da Horta, que necessitaram ser realojadas, porque houve galgamento do mar na zona da Avenida 25 de Abril”.