Peregrinação volta a levar açorianos à Terra Santa

cidade velha jerusalem

O Serviço Diocesano para a Mobilidade Humana dos Açores organiza entre os dias 29 de Janeiro e 5 de Fevereiro mais uma Peregrinação à Terra Santa, desta vez juntando peregrinos açorianos e continentais, que serão orientados pelo Cónego Jacinto Bento, revela o portal diocesano Igreja Açores.

Trinta e cinco peregrinos - 19 açorianos e 16 continentais -, entre eles três sacerdotes, irão percorrer o tradicional “itinerário clássico”: Costa Mediterrânica (Jope, Cesareia Marítima, Monte Carmelo, Caná),  cidades ao redor do Mar da Galileia (Tiberíades, Magdala, Tabgha, Primado, Monte das Bem-aventuranças, Cafarnaum, Monte Tabor e Jordão), Nazaré, Jericó, Mar Morto, Qumran, Belém, Ain Karén e subida a Jerusalém, que no dizer de São João Paulo II “para nós cristãos representa a confluência geográfica da união entre Deus e os homens, entre a eternidade e a história”.

Na cidade Santa seguirão os últimos passos de Cristo, descendo o Monte das Oliveiras, passando pelo Monte Sião, fazendo a via sacra na Via Dolorosa, com início nos santuários da Condenação e Flagelação até à Basílica do Santo Sepulcro, “Templo da Ressurreição”, que abriga o Calvário e o Túmulo vazio de Cristo.

De acordo com a nota, a peregrinação também tem audiências marcadas na Custódia da Terra Santa e no Patriarcado Latino de Jerusalém, onde vai deixar os donativos angariados pela Associação Amigos da Terra Santa (Associação com personalidade jurídica, que tem como objectivos divulgar a Terra Santa e angariar fundos para os cristãos mais necessitados da Igreja Mãe de Jerusalém), aprovada por Dom João Lavrador em 7 de Fevereiro de 2017.

Para além do programa e pela primeira vez, nas peregrinações organizadas por este serviço, no último dia, os peregrinos vão passar em Deir Rafat, onde se situa o Santuário de Nossa Senhora Rainha da Palestina para celebrar a última missa da peregrinação.

O cónego Jacinto Bento destaca que “uma Peregrinação à Terra Santa é uma caminhada exterior e interior, que significa colocar-se a caminho e fazer da viagem um itinerário da alma”.

“Peregrina-se na Terra Santa com o coração, a alma e a mente para um encontro de conversão, de devoção, de escuta, com a Eucaristia e com Cristo nos irmãos de jornada e com aqueles que vamos encontrando nas diferentes comunidades”, acrescenta o único guia português, acreditado no Patriarcado Latino na Terra Santa.

“Uma peregrinação à ‘Geografia da Salvação’ nunca é coisa pouca porque nos envolve numa encruzilhada de culturas, religiões e igrejas, permite um diálogo ecuménico, mas sempre difícil, entre as mais que muitas denominações cristãs (em Jerusalém existem 13 dioceses só com 14 000 cristãos)”, salientou ainda o sacerdote, citado pelo Sítio Igreja Açores.