Grupo Bensaúde oferece 14 ventiladores aos hospitais dos Açores

hospital terceiraO Grupo Bensaúde anunciou ontem que ofereceu aos três hospitais da região 14 ventiladores.

“Ao longo dos seus 200 anos, o Grupo Bensaude esteve sempre presente na vida dos Açorianos, demonstrando uma forte responsabilidade social”, lê-se numa nota distribuída pelo maior grupo privado da região.

“Numa altura em que todos enfrentamos a pandemia do COVID 19, o Grupo Bensaude, como importante grupo económico dos Açores, sente o dever de responder ao desafio de ajudar no combate a essa pandemia”, prossegue a nota enviada ao nosso jornal, “esperando assim dar um exemplo de solidariedade, que estamos certos ser característico dos Açorianos, o Grupo Bensaude decidiu oferecer 14 ventiladores aos Hospitais de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta”

Os equipamentos em questão correspondem às necessidades técnicas recomendadas pelos Hospitais e são os indicados para as situações mais críticas.

“Com a ajuda e compromisso de todos – porque todos são essenciais – estamos certos de que este desafio será superado”, conclui a nota.

 

Enfermeiros denunciam falta de material

 

O Presidente da Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros, Pedro Soares, disse ontem que os enfermeiros da região fazem chegar “denúncias, de praticamente toda a parte, em que a racionalização de equipamentos de protecção individual (EPI) está a ser feita de forma irreflectida”.

Foi “garantido pela tutela que existe quantidade razoável, mas que tem de ser racionalizada”, explicou o enfermeiro, acrescentando que os relatos que têm chegado dão conta de “enfermeiros, em algumas instituições, que recebem uma máscara no início de turno, e essa máscara tem de dar para o dia todo, quando, pelas indicações do fabricante, a máscara só garante quatro horas de protecção”.

Há falhas a nível de EPI no Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, “principalmente no Serviço de Urgência, na Unidade de Cuidados Intensivos e na Obstetrícia”, nas Unidades de Saúde de Ilha da Terceira e do Faial falta “material adequado para fazer colheitas nos domicílios” e, no Hospital do Santo Espírito, em Angra do Heroísmo, “o serviço de referência não tem duche” para enfermeiros em fim de turno, indicou.

“Já fizemos alertas à secretária Regional da Saúde. Sabemos que a tutela está a enviar todos os esforços para resolver esta situação”, afirma Pedro Soares.

Depois de ter disponibilizado 55 enfermeiros para a Linha de Saúde dos Açores, através de uma listagem entregue à tutela, a Ordem dos Enfermeiros prepara agora “nomes de enfermeiros que têm disponibilidade para uma equipa de retaguarda, para ter uma bolsa de enfermeiros, que, num cenário mais à frente, sejam necessários no terreno”, adiantou o presidente de secção regional.

A dispersão geográfica é “uma das razões da criação desta bolsa”, já que permite ter “uma equipa com uma dimensão considerável, que a qualquer momento seja alocada no lugar em que seja mais precisa a nível dos Açores”, explicou.

Depois de ter apresentado uma série de medidas, que passam por garantir que os profissionais de saúde têm acesso aos EPI adequados, promover espaços de triagem fora dos hospitais, como em tendas de campanha, para doentes suspeitos de estarem infectados pelo novo coronavírus, ou a implementação de turnos de 12 horas e de horários com equipas fixas, Pedro Soares avançou que a concelhia açoriana da Ordem dos Enfermeiros defende o fecho dos aeroportos.

“Temos uma barreira geográfica, uma barreira natural que nos pode ajudar a fechar os aeroportos, sem dúvida que seria uma mais-valia imediata, no sentido de colmatar algumas infecções cruzadas”, considerou.