Ligações aéreas da SATA Air Açores e Azores Airlines estão suspensas até 31 de Março

Azores Airlines 2

As ligações aéreas da SATA Air Açores entre todas as ilhas da Região estão suspensas, bem como as ligações aéreas do exterior à Região da Azores Airlines. O anuncio foi revelado ontem pelo Governo dos Açores que, através de comunicado, esclarece que tendo em conta a situação na Região Autónoma dos Açores relativa à pandemia de COVID-19 e face à necessidade de salvaguardar a capacidade da SATA de continuar a oferecer ligações para transporte de carga e para casos de força maior, uma vez que se está a verificar falta de capacidade operacional para dar cumprimento às Obrigações de Serviço Público, nomeadamente ao nível de tripulações suficientes, tendo em conta o cumprimento do período de quarentena a que estão obrigadas, foi determinado ao abrigo do Contrato de Concessão das Obrigações de Serviço Público de Transporte Aéreo entre as ilhas da Região, suspender as ligações aéreas da SATA Air Açores entre todas as ilhas da Região, excepto os voos de transporte de carga ou casos de força maior, desde que devidamente autorizados pela Autoridade de Saúde Regional.

Do mesmo modo, o Governo Regional avança que deu orientações, enquanto accionista único, ao Conselho de Administração da Azores Airlines para suspender todas as ligações aéreas do exterior à Região, excepto os voos de transporte de carga ou casos de força maior, desde que devidamente autorizados pela Autoridade de Saúde Regional.

Ao abrigo do Contrato de Fornecimento de Serviço Público de Transporte Marítimo de Passageiros e Viaturas na Região Autónoma dos Açores, o Governo Regional suspendeu também as ligações marítimas de passageiros e viaturas da Atlânticoline entre todas as ilhas da Região, excepto as ligações de transporte de carga ou casos de força maior, desde que devidamente autorizadas pela Autoridade de Saúde Regional.

Estas medidas entraram ontem em vigor e irão vigorar até 31 de Março.

 

Tap e Ryanair continuam

a voar para os Açores

 

A TAP já anunciou que irá reduzir a sua operação até 23 de Abril, período durante o qual apenas prevê cumprir 15 dos cerca de 90 destinos que operava.

Numa comunicação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a transportadora aérea portuguesa diz que esta decisão “pode ser revista a qualquer momento, sempre que as circunstâncias assim o exijam”.

A TAP explica que a sua decisão surge em resultado das restrições impostas pelos vários Estados das geografias em que a companhia opera, “que têm vindo a ser configuradas como a principal medida de contenção da disseminação global da pandemia Covid-19”. 

“Tais restrições, combinadas com a acentuada queda da procura, têm vindo a gerar sucessivos cancelamentos de voos e suspensões de rotas, resultando numa redução do volume global de tráfego aéreo nas últimas semanas”, esclarece a companhia aérea.

Num comunicado à imprensa, a TAP diz que nas últimas 24 horas se verificaram “evoluções significativas das condicionantes acima referidas” e explica que vai “reduzir de forma expressiva a operação e parquear grande parte da sua frota de aviões”.

Com esta decisão, entre 23 de Março e 19 de Abril, em Portugal, a TAP terá um voo diário de Lisboa para Ponta Delgada, dois para o Funchal e três para o Porto, fazendo ainda três voos semanais de Lisboa para a ilha Terceira.

Por sua vez também a Ryanair informou que a programação da companhia aérea “foi extremamente afectada por estas restrições governamentais e será sujeita a mais reduções”. Assim, desde as 24h00 da passada Quarta-feira, 18 Março, até às 24h00 de 24 Março, o grupo Ryanair reduzirá a programação de voos em mais de 80%. 

A empresa adianta ainda que a partir das 24h00 do dia 24 de Março “esperamos que a maioria ou todos os voos do Grupo Ryanair fiquem em terra, apenas serão operados um número muito reduzido de voos para manter um nível de conectividade essencial, principalmente entre o Reino Unido e a Irlanda”.

A Ryanair assegura que irá continuar “em estreito contacto com os Ministérios dos Negócios Estrangeiros de todos os Governos da UE sobre a repatriação de cidadãos da UE e, sempre que possível, poderemos operar voos para apoiar esta repatriação”.

 

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