GNL “cada vez mais longe” do Porto da Praia da Vitória, denuncia PSD/A

porto da praia da vit 1A deputada do PSD/Açores, Mónica Seidi, denunciou ontem que a instalação de um entreposto de abastecimento de GNL (Gás Natural Liquefeito) no Porto da Praia da Vitória, promessa eleitoral que já tem oito anos, “está cada vez mais longe de ser uma realidade”, avançou.

As declarações surgiram após audição da Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas, na Comissão de Economia, por solicitação com carácter de urgência do PSD/Açores, face às declarações - de Janeiro deste ano - da representante da Associação de Distribuidores de Gás Propano canalizado, que afirmou que “o Governo da República tinha abandonado aquele projeto, em detrimento da Ferrovia”, lembrou.

Nessa altura, o Governo Regional dirigiu uma carta a pedir esclarecimentos urgentes ao Governo da República, sobre a veracidade das declarações e sobre as suas intenções para aquela infraestrutura: “Curiosamente, e até ao momento, a República não respondeu à referida carta. E a verdade é que não houve uma única acção que conseguisse desmentir essa acusação”, afirmou a deputada.

A social democrata referiu igualmente, após a audição, que “continuamos sem ser esclarecidos, sendo certo que a República não executou nada dos 77 milhões de euros inscritos no PREIT para aquele porto. E esse é um incumprimento sobre o qual a própria secretária não soube, novamente, responder”, disse.

“As incertezas continuam a pairar sobre o futuro do Porto da Praia da Vitória, e dificilmente este projecto será concretizado, pois continuamos apenas com menções a estudos e mais estudos, sem que se vislumbre qualquer implementação prática do mesmo”, refere. “Para trás fica a intenção de transformar o Porto da Praia da Vitória no porto abastecedor nacional de GNL para travessias transântlanticas”, lembra a deputada. 

Mónica Seidi recordou ainda que, em Fevereiro deste ano, o ministro Pedro Marques visitou o Porto de Sines, “onde sinalizou o interesse dos EUA naquela estrutura como porta de entrada do GNL na Europa. Ou seja, há informações contraditórias e incapacidade dos dois governos em esclarecer os açorianos”, sublinha.