Região regista 66 casos activos, 110 casos suspeitos e 2775 vigilâncias activas

covid-19 - cama desinfectante

À semelhança do registado no passado Sábado, os Açores também não confirmaram ontem a existências de novos casos positivos na Região de acordo com as análises realizadas nos dois laboratórios de referência dos Açores. Ainda assim, a Autoridade de Saúde chama a atenção para a necessidade de se manterem as medidas de prevenção e contenção da pandemia, sempre que possível, por cidadãos e organizações públicas, privadas e do sector social.

Assim, até ontem, foram detectados na Região um total de 67 casos positivos activos, constatando-se um recuperado e 66 activos para infecção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 que causa a doença Covid-19, sendo 32 em São Miguel, 10 na ilha Terceira, 3 na Graciosa, 7 em São Jorge, 9 no Pico e 5 no Faial.

Actualmente estão 13 pessoas internadas nos três hospitais da Região, sete no Hospital do Santo Espírito, na ilha Terceira, estando três em situação crítica na unidade de cuidados intensivos, dois no Hospital da Horta, ilha do Faial e quatro no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, sendo que dois destes pacientes também se encontram em situação crítica. Os restantes 53 casos positivos activos estão em contexto domiciliário (28 em São Miguel, 5 em São Jorge, 8 na Terceira, 7 no Pico, 4 no Faial e 1 na Graciosa) e apresentam situação clínica estável.

Às 16h00 de ontem estavam em vigilância activa 2775 pessoas, que estão a ser seguidas diariamente pelas delegações de saúde concelhias e 110 casos suspeitos.

Desde o início do surto já se registaram no arquipélago 1140 casos suspeitos, sendo que destes 175 são profissionais de saúde identificados (8 da ilha do Faial, 23 do Pico, 125 de São Miguel e 19 da ilha Terceira) nove obtiveram resultado positivo para a infecção pelo novo coronavírus.

Apesar deste número, relativamente aos profissionais de saúde, e apesar de ainda se aguardar alguns resultados de análises laboratoriais, Tiago Lopes considera que o facto de no dia de ontem não se terem verificado novos casos positivos de Covid-19 é um bom indicador em relação à cadeia de transmissão local detectada no Hospital do Divino Espírito Santo. Como disse, “sem criar falsas expectativas, isso demonstra que dentro do próprio hospital os profissionais de saúde tomaram as devidas recomendações para a prevenção desta infecção”. Apesar de reconhecer a existência de casos por transmissão local, Tiago Lopes frisou que “poderia ter tido um impacto mais significativo na instituição caso não se tivessem tomado as devidas medidas de segurança”.

 

Cadeias de transmissão em Ponta Delgada sob investigação

 

São agora sete as cadeias de transmissão activa nos Açores, sendo duas cadeias de transmissão primárias localizadas na ilha Terceira (freguesias de São Mateus e Biscoitos), uma no Pico de transmissão primária (no concelho de São Roque) e quatro na ilha de São Miguel, sendo três primárias e uma secundária (duas na Povoação e outras duas em Ponta Delgada).

Tiago Lopes referiu a propósito que Autoridade Regional de Saúde continua a trabalhar no sentido de encontrar os pacientes zero que deram origem às duas cadeias de transmissão activa de Covid-19 no concelho de Ponta Delgada, referindo, a propósito que “ainda estamos a aguardar resultados das análises que irão ser feitas para, à semelhança do que foi feito na Povoação, determinar os focos destas cadeias que foram identificadas no concelho de Ponta Delgada”.

Apesar deste aumento nas cadeias de transmissão, o responsável máximo pela Autoridade Regional de Saúde explicou que o facto de na Região se estar a seguir as recomendações da Organização de Mundial de Saúde (OMS) que manda testar, testar, testar casos suspeitos ou com sintomas, ou ir ainda mais longe testando também quem não apresenta sinais ou sintomas. “É isso, precisamente que estamos a fazer na Região, diagnosticar e testar para quebrar as cadeias de transmissão”, frisou adiantando que este procedimento “acaba por, inevitavelmente, se descobrir mais cadeias de transmissão e mais casos positivos”.

Tiago Lopes deu conta ainda que a evolução do surto na Região “está a crescer de forma mais significativa, mas como vimos nos últimos três dias, isso significa que estamos no terreno a testar cada vez mais e para lá do que é recomendável e, por essa via conseguimos perceber melhor o panorama nas diferentes ilhas e aprofundar melhor o conhecimento das cadeias de transmissão”. De acordo com este responsável, “é normal que, continuando a testar cada vez mais, que possamos identificar mais cadeias de transmissão. Neste caso, sendo cadeias de transmissão primárias não será o principal motivo de preocupação pelo número que elas podem ter, é preciso é que sejam muito circunscritas e não passem a secundárias, terciárias e depois, eventualmente, a transmissão comunitária”, advertiu.

 

DRS não recomenda

uso generalizado de máscaras

 

Tendo em conta que nos Açores o surto encontra-se numa fase diferente do restante território nacional, e depois da OMS já equacionar o uso generalizado de máscaras, no que concerne ao uso de máscaras, Tiago Lopes defende que “não está fora da equação num futuro próximo, se a região entrar numa fase de mitigação e em que tenhamos que utilizar outras medidas de excepção, que muitas vezes não são compreendidas porque contrariam as posições anteriores”. Contudo, para já, avança este responsável, “neste momento, na Região, não se recomenda a utilização da máscara. Desde que qualquer um utilize as regras de etiqueta respiratória, o distanciamento social e, de preferência, não sair de casa e só sair apenas para o que é estritamente essencial e indispensável é mais eficaz do que o uso da máscara”.

 

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