Em contraciclo, Paparoca abre novo espaço em Rabo de Peixe

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Quando praticamente todos os estabelecimentos de restauração estão fechados, abre, Segunda-feira, na Vila de Rabo de Peixe uma nova loja da Paparoca que ficará localizada na Rua do Rosário, em frente ao Supermercado Completo.

A decisão de expandir o negócio até à costa norte da ilha de São Miguel não é nova, mas como José Pereira conta ao Diário dos Açores, a altura pareceu propícia a este novo investimento. “Já preconizávamos há algum tempo expandirmos para a costa norte, uma vez que grandes marcas internacionais de fast-food estão concentradas em Ponta Delgada e a concorrência é cada vez maior”. Por este motivo, avança o sócio-gerente, que uma vez que “não existia naquela zona estabelecimentos com este tipo de oferta decidimos avançar agora”. Um projecto que pretende chegar a Rabo de Peixe, Pico da Pedra, Calhetas, Ribeira Seca, Santa Bárbara e Ribeira Grande, sendo que a opção por Rabo de Peixe fica a dever-se ao facto de ser “uma Vila com muitos habitantes e porque temos vários colaboradores daquela zona e do Pico da Pedra”. Assim, em vez de despedir funcionários, José Pereira manteve os postos de trabalho que, na nova loja, vai começar com seis colaboradores, 4 na loja e dois para distribuição, podendo vir a aumentar para oito, caso o serviço justifique. Como explica o empresário, “por causa da situação em que vivemos provocada pelo coronavírus, e numa altura em que se fala tanto e lay off não quis ir por aí e tomei esta decisão como forma de manter os postos de trabalho na minha empresa. É uma forma de não estarmos parados e de alargarmos os nossos horizontes”, assegura.

Uma vez que o estado de emergência impõe muitas restrições e limitações à actividade comercial, José Pereira explicou que durante a fase de pandemia irá apenas disponibilizar o serviço de take-away e entregas ao domicílio. “Vamos ter dois números de telefone disponíveis para os clientes, uma motorizada e um carro comercial de serviço para poder fazer entregas. Caso seja necessário, estamos em condições de colocar mais veículos motorizados a fazer este serviço”, assegura, adiantando que pretende “começar devagar, sabemos que as pessoas estão todas apreensivas, recolhidas e que estão com alguns receios e medos e nós, que já estamos no mercado há mais de 30 anos, temos todas as condições de higiene e segurança alimentar” para prosseguir o caminho que este empresário desenhou.

José Pereira esclarece ainda que dispõe de uma técnica permanente em higiene e segurança alimentar “que está sempre vigilante e atenta aos colaboradores que fazem as entregas, porque para além do uso das máscaras e de luvas e de outros equipamentos de protecção individual, temos, constantemente, uma atenção muito grande às questões da higiene porque queremos prestar um bom serviço, que queremos juntar aos nossos bons produtos que são todos certificados e aos nossos colaboradores que são de primeira qualidade”, garante. Uma vez que a situação pandémica obrigada a esforços redobrados ao nível da higienização, o sócio-gerente da Paparoca deu conta que foi também necessário investir em outros produtos, como “garrafões de álcool de cinco litros, que foram pedidos à fábrica do álcool em São Miguel. Assim, avança o empresário, “para além de ter disponível na loja do Solmar, onde também só vendemos take-away e entregas ao domicílio, tanto para os clientes ao balcão, como para os funcionários na cozinha e atrás do balcão garrafas de álcool gel para que todos se possam desinfectar, todos os funcionários também têm luvas e máscaras”. Por outro lado, no plano de contingência da Paparoca, foram ainda reformulados os horários de forma a ter sempre turnos directos. Assim, assegura José Pereira, “as equipas não se cruzam e quando entra uma, sai outra, sem haver contactos entre eles. Uma medida que foi tomada com a concordância dos colaboradores”. O sócio-gerente frisa também que “mesmo o contacto entre os colaborares que estão na loja e os que vão para o domicílio há regras que têm que ser cumpridas, mantendo ao máximo a distância social entre todos. Ninguém entra dentro da cozinha ou vai para trás o balcão que não sejam as pessoas que estão indicadas para aqueles locais. Temos um circuito bem montado, entre cozinha, balcão e distribuidores para evitar contactos, possíveis contágios e cumprir com todas as regras que nos são impostas”.

Uma estratégia que será aplicada agora também em Rabo de Peixe, onde não será permitida mais do que uma pessoa na loja. “É assim que estamos a trabalhar no Solmar e será também assim em Rabo de Peixe. Não permitimos ajuntamentos de pessoas, quem quiser ir à loja, terá que fazer como faz nas farmácias ou nos supermercados, cumprindo com a distância social recomendada e com o número de pessoas nos estabelecimentos. No nosso caso, vamos mais longe e só permitimos uma pessoa de cada vez, seja para o que for, ou para fazer encomendas ou para take-away”, adverte José Pereira, garantindo que em Rabo de Peixe “não vamos criar situações de aglomerados de pessoas junto à nossa loja, estamos tranquilos a este respeito”. 

O empresário espera poder estar a trabalhar normalmente pelo menos no Verão, a partir de Julho. Ainda assim, numa fase inicial, dá conta que não vai usar a totalidade da capacidade instalada. “Vamos ter em funcionamento uma sala de refeições com capacidade para cerca de 25 a 30 lugares sentados, mas depois desta fase de confinamento, quando algumas restrições forem levantadas, iremos ter disponíveis apenas 15 lugares sentados para mantermos ainda o distanciamento social”. Uma situação que José Pereira não acredita que suceda já no próximo mês de Maio, até porque, considera que “será precipitado e que não se deve agora facilitar dando o passo maior que perna”.

Enquanto isso, a Paparoca vai continuar o seu serviço de take-away e entregas ao domicílio “não esquecendo muitos dos heróis que estão na linha frente”. E, por isso, a empresa, de forma solidária, tem enviado a alguns serviços refeições gratuitas como forma de agradecimento pelos que continuam a trabalhar.

 

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