Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada ofereceram ramo com 140 rosas ao Senhor

97997022 955468824908682 3656976455667023872 nOutros pequenos gestos carregados de simbolismo também marcaram este ano de 2020 a não realização das Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Foi o caso, por exemplo, de um ramo de 140 rosas que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada decidiu oferecer ao Santuário e que fez parte da decoração do coro baixo que, este ano, não apresentou, pelas razões já conhecidas, o mar de flores a que sempre habituou os fiéis por altura das festas.

Ao Diário dos Açores, João Paulo Medeiros, o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntário de Ponta Delgada, comenta que “este ano, diferente para todos nós, não podíamos deixar de evocar e de agradecer mais um ano de vida, mais um ano de protecção junto do nosso querido Padroeiro, o Senhor Santo Cristo dos Milagres. Assim, em colaboração com a Irmã Zilda Melo, Zeladora da Imagem, foi possível ofertar uma cesta com 140 rosas, tantas quanto a nossa existência, depositadas junto ao altar do Senhor, simbolizando todo o nosso percurso, todo o nosso trabalho, o nosso suor, as lágrimas, as aflições, as dores e as canseiras percorridas até hoje”.

96792480 2973054482774254 8018825639530332160 nJoão Paulo Medeiros avança ainda que os bombeiros da paz não podiam também deixar de fazer ouvir a sua voz, “a única que conhecemos e que se eleva no ar, qual grito de socorro, qual pranto de dor, qual alegria sem cor” e, por isso, decidiram ontem, Sábado, sair com viaturas, em silêncio, no percurso entre o quartel e o Campo de São Francisco. Diz João Paulo Medeiros que foi uma forma de fazer “ecoar o nosso agradecimento e a nossa súplica por mais um novo ano, o tal «até pro ano», em jeito único e irrepetível de agradecimento, sobretudo de agradecimento e louvor, por estarmos aqui, hoje… através do toque das sirenes das nossas viaturas”.

E porque hoje, pelas 16h30, como todos os anos, há mais de 300 anos, seria a hora da saída da imagem, a sirene maior, do quartel dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada irá “ecoar bem alto, para que todos recordem o dia, a hora, o momento em que o Senhor Santo Cristo dos Milagres, pela primeira vez, não foi ao encontro dos seus peregrinos, mas que estes não esquecem o seu protector e que os nossos Bombeiros, o seu Comandante e os membros dos órgãos sociais não esquecem, nunca, o seu padroeiro”, garantiu João Paulo Medeiros.

O presidente da corporação recorda ainda que as grandes festas em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres, Padroeiro desta Associação, constituem “um dos pontos altos da nossa interligação com a comunidade, e sobretudo com a imagem do Ecce Homo”. É do caso da Charanga que, depois de um período de afincados ensaios, aparece pela primeira vez no ano, na abertura das festas, “sempre com um orgulho e uma alegria imensas”. João Paulo Medeiros comenta ainda que o Corpo de Bombeiros marca presença todos os dias, no apoio aos peregrinos e a todos aqueles que precisam de assistência, integrando também, no Domingo, o Cortejo Cívico, “onde os nossos soldados da paz enchem o peito de penhorado agradecimento por mais um ano de graça e protecção, junto Daquele que por eles e pelas suas famílias, olha sempre com o mesmo olhar terno e protector”.

A terminar, o presidente dos Bombeiros recorda também a Segunda-feira, onde “falamos mais alto, naquele que é o nosso som, a nossa voz: o som das sirenes das nossas viaturas, dos carros de socorro, das ambulâncias, das viaturas de transporte de doentes, que ao longo do ano protegem milhares e milhares de vidas, dia após dia, sem cessar”. Concluindo, adianta João Paulo Medeiros, “até pro ano Senhor Santo Cristo dos Milagres; Obrigado”.

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