Empresas de rent-a-car pedem apoios para sector “praticamente paralisado”

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As empresas de rent-a-car pedem medidas de apoio para o sector que se encontra “paralisado” há dois meses devido à pandemia de Covid-19.

A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD)/Associação Empresarial das Ilhas de S. Miguel e Santa Maria, que reuniu no dia 15 de Maio com associados que têm actividade de rent-a-car, descreve a situação “muito grave” em que o sector se encontra, “uma vez que está praticamente paralisado desde meados de Março, o que está, naturalmente, a ter fortes repercussões na situação financeira das empresas”.

Em comunicado, a organização empresarial defende que sejam criadas ou mantidas “medidas de apoio ao sector, de âmbito nacional e regional, prolongadas no tempo, enquanto não se verificar a retoma da actividade turística, da qual esta actividade depende na sua quase totalidade”.

A CCIPD defende que  o Governo da República tome medidas de carácter fiscal, como a suspensão temporária do Imposto Único de Circulação (IUC), “face à inactividade das viaturas”, e que seja definido, “com urgência, um calendário que contemple a previsão da abertura de ligações com o exterior, para que as empresas possam planear a sua actividade”.

A organização quer ainda ver esclarecida “com urgência” a posição da Região relativamente ao selo “Clean & Safe“, criado pelo Turismo de Portugal para as empresas que cumpram as regras e procedimentos definidos pela autoridade sanitária e que brevemente irá abranger também o rent-a-car. 

“É indispensável saber se as empresas regionais adoptam o referido selo, ou se a Região pretende criar um outro com idêntico significado”, aponta a associação representativa dos empresários, considerando o selo como “um instrumento útil para as empresas, tanto ao nível de orientação para os procedimentos como ao nível do restabelecimento da confiança dos clientes”.

No comunicado, a associação recorda que o crescimento do turismo registado desde 2015 levou as empresas do sector a apresentarem estruturas para a procura que se verificava. “O total colapso da procura, facto que deixa qualquer estrutura (por mais pequena que seja) completamente sobredimensionada, exige a necessidade de apoios prolongados, designadamente ao nível da manutenção de postos de trabalho e de outros custos de exploração, atendendo a que esta actividade é de capital intensivo, concretamente pelo curto prazo das amortizações, ao contrário de outras actividades do sector do turismo”, considera a câmara do comércio.

Para a organização, que representa empresas de São Miguel e Santa Maria, a situação do sector na Região é “ainda mais grave que a verificada a nível nacional, atendendo ao facto desta actividade nos Açores se encontrar quase totalmente dependente do turismo proveniente do exterior, o que exige especial atenção por parte das entidades competentes, sendo fundamental a existência de um quadro específico para a área de rent-a-car, e, essencialmente, sobre a retoma das acessibilidades com o exterior”. 

A associação considera ainda que as práticas da retoma da actividade económica em geral e do turismo em especial, a nível nacional e internacional “devem ser reflectidos na Região, que apresenta, aliás, uma evolução sanitária muito positiva, que se apraz registar”.