Açores têm os pescadores mais jovens do país

pescaA estrutura etária dos pescadores matriculados em 2019, em todo o país, revela um predomínio do grupo “35 a 54 anos” (56,2% do total), sendo que a restante população se distribuiu de forma relativamente uniforme pelas classes etárias dos “16 a 34 anos” (23,0%) e de “55 ou mais anos” (20,8%). 

Segundo dados agora revelados pelo INE, a importância relativa dos pescadores mais jovens foi maior na Região Autónoma dos Açores (34,5%) e no Centro, onde 28,6% dos inscritos tinha idade inferior a 35 anos. 

Já os pescadores mais idosos operaram sobretudo no Alentejo e em Lisboa, regiões que registaram, respectivamente, 43,2% e 34,8% de indivíduos com idade igual ou superior a 55 anos.  

  Em 2019 a região Norte apresentou o maior número de pescadores matriculados (31,5% do total) detendo, simultaneamente, a maior percentagem de inscritos na pesca do cerco (54,1% do total deste segmento). 

A região Centro ocupou o segundo lugar, com 24,1% dos pescadores matriculados, e caracterizou-se por ser a região que deteve mais de metade dos profissionais da pesca do arrasto (55,3%) e dos inscritos em águas interiores não marítimas (50,3%). 

 

Menos licenças de pesca nos Açores

 

Em termos do total de pescadores, seguiram-se o Algarve (17,8%), Lisboa (10,4%), a R. A. dos Açores (9,9%), a R. A. da Madeira (4,7%) e o Alentejo com apenas 1,6% do total dos pescadores inscritos.  

 Em 2019 foram atribuídas 20.349 licenças de pesca, correspondendo, em média, a 5 artes/malhagens licenciadas por embarcação. 

Foram atribuídas a nível nacional menos 56 licenças, relativamente a 2018, o que representou uma redução pouco significativa (-0,3%).

 Enquanto no Norte e Alentejo aumentou o número de licenças, houve decréscimos na região de Lisboa, Centro, Algarve e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. 

Tendencialmente continua a haver uma diminuição das licenças atribuídas pela necessidade de reduzir a pressão de pesca.

 Há várias regras que limitam o acesso a novas autorizações, algumas são efectivamente perdidas (o mais comum é serem negadas por falta de demonstração de actividade, ie vendas em lota insuficientes) enquanto outras são relocalizadas, com o movimento normal de comércio de embarcações licenciadas.  

  A frota de pesca encontra-se distribuída por 45 portos de registo (capitanias e delegações marítimas), dos quais 32 estão situados no Continente, 11 na Região Autónoma dos Açores e 2 na Região Autónoma da Madeira. 

 

Apenas 0,7% da frota açoriana não motorizada

 

  A caracterização da frota em termos de propulsão mostrou uma situação idêntica à observada no ano anterior, com 80,2% das embarcações motorizadas, verificando-se que 85,3% pertenciam à frota registada no Continente. 

As regiões de Lisboa e Centro tiveram o maior número de embarcações sem motor do Continente, com 29,7% e 24,9%, respectivamente. 

Em contrapartida, o Norte foi a região com menor representatividade em número de embarcações sem motor, 8,5%. 

De referir que na Região Autónoma dos Açores, tal como em 2018, apenas 0,7% da frota era constituída por embarcações não motorizadas.

 

Abate de embarcações

 

  As regiões do Algarve, Lisboa e Norte registaram os maiores abates em número de embarcações, tendo contabilizado cerca de 67% do total abatido, seguidas da região Centro, com 15,0%.

 Em termos de arqueação bruta e de potência propulsora, os maiores decréscimos ocorreram nas regiões do Centro, Açores e Norte, que em conjunto totalizaram 93,1% e 75,2% do GT e potência total abatidos à frota nacional em 2019. 

As Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira totalizaram 16,4% do número de embarcações, bem como 22,7% da capacidade e 23,9% da potência propulsora saída da frota de pesca em 2019, tendo em 2018 contabilizado 10,0%, 5,5% e 11,6%, respectivamente.