Apenas 11% das empresas açorianas encerradas temporariamente e nenhuma em definitivo

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O inquérito do SREA às empresas dos Açores, no âmbito da pandemia, relativo à segunda quinzena de Maio, indica que 89% das empresas açorianas que responderam ao inquérito mantêm-se em produção ou funcionamento, mesmo que parcialmente, enquanto que cerca de 11% das empresas encontravam-se temporariamente encerradas, não tendo sido reportadas empresas com encerramento permanente, o que representa uma melhoria relativamente à primeira quinzena de Maio.

A nível nacional 92% das empresas mantiveram atividade, 7% encerraram temporariamente e 1%% encerrou definitivamente.  

Face à situação expectável sem pandemia, na segunda quinzena de Maio, das empresas que responderam ao inquérito, com sede na Região Autónoma dos Açores, 64% referiram que sofreram uma redução no volume de negócios, 21% afirmaram que o atual estado de pandemia não teve qualquer impacto no volume de negócios e 16% responderam que verificaram um aumento.

A nível nacional, 73% das empresas em funcionamento ou temporariamente encerradas reportaram um impacto negativo no volume de negócios. 

Das restantes empresas, 6% registaram um impacto positivo e 21% nenhum impacto. 

Face à situação expectável sem pandemia, das empresas que declararam ter uma redução do Volume de Negócios, 11% referiram que esta tinha sido inferior a 10%, 30% que tinha sido entre 10% e 25%, 16% entre 26% e 50%, 14% entre 51% e 75% e 30% superior a 75%, mostrando uma melhoria da situação. 

Quanto à evolução do Volume de Negócios na segunda quinzena de Maio de 2020, comparativamente com a primeira quinzena de Maio de 2020, das empresas que responderam a esta questão, 12% declararam que o VVN está a diminuir muito, 18% que está a diminuir pouco, 40% não tiveram alteração, 26% que o VVN está a aumentar pouco e 4% que está a aumentar muito.

A nível nacional, 40% das empresas reportaram manutenção do volume de negócios, 44% assinalaram que o seu volume de negócios variou pouco face à segunda quinzena de Abril (26% reportaram um aumento e 18% uma redução pouca significativa), 14% das empresas referiram uma redução muito significativa do seu volume de negócios e apenas 2% um aumento muito significativo. 

Relativamente aos motivos para a evolução do Volume de Negócios na 2ª quinzena de Maio face à 1ª quinzena, a Evolução das medidas de contenção, as Variações nas encomendas/clientes e as Alterações na cadeia de fornecimento são as principais razões apontadas para a variação do VVN, sendo que as Variações no pessoal ao serviço efectivamente a trabalhar na empresa não tiveram grande impacto. 

Face à situação expectável sem pandemia, das empresas que responderam ao inquérito, 56% afirmaram que a pandemia COVID-19 não teve impacto no número de pessoas ao serviço efectivamente a trabalhar (NPS), 42% indicaram haver uma redução e 2% um aumento no pessoal ao serviço.

A nível nacional, 51% das empresas continuaram a reportar reduções do pessoal ao serviço efectivamente a trabalhar. 

Uma percentagem também significativa (45%) reportou ausência de impacto da pandemia no pessoal ao serviço. 

Das empresas que declararam ter uma redução do Pessoal ao Serviço (42% do total de empresas que responderam ao inquérito), face à situação expectável sem pandemia, 32% referiram que tinha sido inferior a 10%, 24% que tinha sido entre 10% e 25%, 12% entre 26% e 50%, 8% entre 51% e 75% e 24% superior a 75%. 

Comparando a situação na segunda quinzena com a primeira quinzena de Maio, 2% das empresas respondentes declararam que o NPS está a diminuir muito, 12% que está a diminuir pouco, 77% não tiveram alteração e 10% que está a aumentar pouco.

A nível nacional, comparando a situação na segunda quinzena com a primeira quinzena de Maio, a maioria das empresas não reportou alterações no número de pessoas ao serviço (71%). 

Entre as restantes, a percentagem que indicou um aumento foi superior à que registou uma diminuição (19% e 9% das empresas, respectivamente). 

Relativamente aos motivos para a evolução do Pessoal ao Serviço entre a segunda quinzena e a primeira quinzena de Maio, a Alteração no n.º de pessoas em layoff e a Variação dos dias de falta por doença ou apoio à família são as principais razões apontadas, sendo que a Variação no n.º de contratos por tempo indeterminado e a Variação no n.º de contratos a prazo tiveram um impacto mais reduzido, quer em termos positivos quer negativos. 

Das empresas respondentes, 48% afirmaram ter colaboradores em regime de teletrabalho e 42% pessoal a trabalhar com presença alternada nas instalações da empresa, sendo que na maioria das empresas o pessoal nestes regimes não ultrapassa os 25%.