Nova operação Bruxelas-Ponta Delgada a partir de 17 de Julho

tuiA TUI fly Belgium, a companhia aérea do Grupo TUI baseada na Bélgica, anunciou que vai efectuar uma operação Bruxelas-Ponta Delgada-Bruxelas a partir de 17 de Julho, com duas frequências semanais.

Esta operadora retomou no último fim-de-semana os seus voos integrados numa programação de Verão, ainda pouco expressiva no final do período de confinamento da pandemia de covid-19 na Europa Central, mas que terá aumentos significativos nos meses de Julho e Agosto.

São voos essencialmente para destinos turísticos, já que uma grande maioria dos aeroportos para onde a companhia voará serve os turistas belgas que compraram pacotes de férias através das agências de viagens e operadores turísticos do Grupo TUI.

Segundo revela o site ‘Routesonline’, sempre bem informado das alterações e novos voos que, diariamente, chegam aos sistemas globais de reservas e vendas de viagens, a TUI fly Belgium vai voar neste Verão para três aeroportos portugueses e dois cabo-verdianos, no que diz respeito aos países de língua oficial portuguesa.

Assim, após a reabertura dos voos entre Bruxelas e Faro/Algarve, no sul de Portugal, que ocorreu no passado dia 21 de Junho e que se manterá com três frequências semanais, a companhia belga terá mais as seguintes ligações: Bruxelas-Madeira-Bruxelas a partir de 3 de Julho, com duas frequências semanais; Cabo Verde:Bruxelas-Boa Vista-Sal-Bruxelas a partir de 18 de Julho, com dois voos semanais.

“República prejudica Açores 

e Madeira”

 

A situação pandémica que ocorre na capital do país está a prejudicar a retoma da actividade turística na Madeira.

Em causa o facto de junto dos mercados emissores não haver separação entre as diferentes realidades que ocorrem em Portugal Continental e nas Regiões Autónomas.

“Já fomos prejudicados” admitiu ontem o presidente do Governo Regional madeirense, ao apontar o exemplo da “operação da Dinamarca” prevista para o Porto Santo e que “neste momento está anulada exactamente pela circunstância de Portugal (ser visto num todo)”.

A culpa, diz Miguel Albuquerque é que “todos os aeroportos de Portugal estão inseridos na situação que se está a passar em Lisboa”, onde o crescente número de infectados com a covid-19 motiva preocupações acrescidas face à situação epidemiológica que ocorre na capital do país.

Para tentar evitar que ‘pague o justo pelo pecador’, Albuquerque revelou que foram já encetadas diligências junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros para tentar inverter a imagem generalizada do território nacional.

“Ainda ontem, quer o secretário do Turismo, quer os deputados à Assembleia da República, contactaram com o ministro dos Negócios Estrangeiros para contactar as respectivas embaixadas no sentido de fazer a destrinça entre os aeroportos”, procurando desta forma vincar a posição favorável da Região face à pandemia, ao lembrar que os aeroportos da Madeira e de Porto Santo “são zonas de zero covid” que acabam por prejudicadas com aquilo que se está a passar na capital.

Albuquerque espera que as “diligências diplomáticas” contribuam para aliviar a má imagem que resulta da situação pandémica que persiste em Lisboa.

O problema é que “é tudo decidido em Lisboa e a Madeira e os Açores, em determinadas circunstâncias, geralmente não existem”, denunciou. Realidade agravada por aqueles que olham para o país como o todo. Daí a tentativa em tentar acentuar a especificidade própria da Madeira.

À margem da visita à unidade que está a ser montada junto ao Terminal das Chegadas do Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo, onde a partir do dia 1 de Julho ocorrerá o rastreio (testes) e vigilância epidemiológica a todos os passageiros desembarcados, Miguel Albuquerque lembrou a importância da retoma das ligações internacionais, mas com cautelas.

“Queremos o máximo de operações mas sempre com controlo”, sublinhou.

Assegura que a capacidade de controlo à chegada “neste momento está estimada em cerca de 11 mil passageiros por semana, sem nenhum problema”, afirmou.