Açores com mais 34 bebés do que no ano passado

Bébé

Os Açores registaram no primeiro semestre deste ano mais 34 nascimentos do que em igual período do ano passado.

De acordo com os dados revelados ontem pelo Programa Nacional de Diagnóstico Precoce (PNDP), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), de Janeiro a Junho deste ano nasceram na nossa região 1.016 bebés, mais do que os 982 nascidos em período homólogo, segundo dados consultados pelo nosso jornal junto do SREA.  

No ano passado nasceram nos Açores 2.131 bebés, menos do que os 2.253 nascidos em 2018 (menos 122).

No ano passado, dos nascimentos, 1.098 foram homens e 1.033 foram mulheres.

O mês com mais nascimentos no ano passado foi em Julho, com o valor de 214 nascimentos.

O crescimento neste primeiro semestre nos Açores está em linha com o verificado a nível nacional, já que o número de nascimentos em Portugal aumentou ligeiramente no primeiro semestre deste ano, totalizando 42.149, mais 11 face a igual período de 2019, segundo dados baseados no “teste do pezinho”, que cobre a quase totalidade dos nascimentos.

Segundo os dados do este é o valor mais elevado desde 2017, ano em que foram rastreados 41.689 bebés nos primeiros seis meses do ano.

Comparando com o primeiro semestre de 2015, em que nasceram 40.119 bebés, observou-se um aumento de 5,5% este ano.

Janeiro foi o mês que registou o maior número de “testes do pezinho” realizados (8.043), seguido de Março (7.182), Abril (7.067), Junho (7.048), Maio (6.910) e Fevereiro (5.899).

De acordo com os dados, Lisboa foi a cidade que registou o maior número de nascimentos (12.478), seguida do Porto (7.707) e de Braga (3.283).

Nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores nasceram 859 e 1.016 bebés, respectivamente.

Os números indicam que, no total, 2019 foi o ano que registou o valor mais alto dos últimos quatro anos, com 87.364 recém-nascidos estudados. 

Em 2018, tinham sido 86.827 e no ano anterior 86.180.

Em 2016, foram rastreados 87.577 bebés, número que caiu em 2015 para 85.056, segundo os dados da Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana do INSA,

O rastreio neonatal, que tem uma taxa de cobertura superior a 99% dos recém-nascidos, iniciou-se em 1979, por iniciativa do então Instituto de Genética Médica, incluindo inicialmente apenas o rastreio da Fenilcetonuria.

Actualmente, realizam-se testes de rastreio de várias doenças graves, quase todas genéticas, oferecidos a todos os recém-nascidos.

Estes testes, também conhecidos como o “teste do pezinho”, permitem identificar crianças que sofrem de doenças, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de intervenção terapêutica precoce.