Pescadores já perderam quase 3 milhões de euros

pescaAté ao mês de Julho deste ano a pesca nos Açores rendeu 16,8 milhões de euros, quando no mesmo período do ano passado tinham sido 19,5 milhões de euros.

Os meses de Março e Abril, período forte do confinamento , foram os piores para os rendimentos dos pescadores, que conseguiram, nos dois meses, atingir um valor de cerca de 3 milhões de euros na pesca descarregada, quando nos mesmos dois meses do ano passado tinham sido 5,6 milhões de euros.

Maio, Junho e Julho registam pequenas recuperações em relação ao ano anterior, com o mês de Julho a atingir os 4,2 milhões de euros, mais cerca de 200 mil euros do que em Julho do ano passado.

S. Miguel continua a registar o maior volume de rendimentos, atingindo entre Janeiro e Julho deste ano 9,1 milhões de euros, mesmo assim menos do que os 9,4 milhões do ano passado.

A segunda ilha é a Terceira, com 2,8 milhões de euros, mas também em queda.

Pico e Faial, que registavam mais de 1 milhão de euros no ano passado, também estão em queda.

 

“Imperador” é rei e senhor nos preços

 

O “Imperador” é a espécie mais cara dos inúmeros demersais que se pescam nos Açores, atingindo os 23,88 euros o quilo em Julho deste ano, menos 20% do que em igual período do ano anterior.

A seguir ao “Imperador” a espécie mais cara é o goraz, que em Julho atingiu os 18,86 euros o quilo, uma quebra homóloga de 3,2%.

O rocaz é outro dos demersais cujo preço atingiu os 15,65 euros, menos 5,4% do que em igual período do ano anterior.

 

A espécie mais cara dos crustáceos

 

A espécie mais cara está nos crustáceos, com a lagosta a atingir os 25,25 euros o quilo em Julho, também com uma queda de 5,1% em relação ao ano passado.

Estes preços são obtidos pelo SREA, que faz uma média do preço de todo o pescado a 12 meses, cifrando-se em Julho nos 3,47 euros, menos 26% do que há 12 meses.

 

Veja e chicharro são os peixes mais capturados

 

A “Veja” é a espécie mais capturada de todos os demersais, atingindo os 58 mil quilos em Julho deste ano, um aumento de 14% em relação ao ano passado.

Seguem-se o peixão (36 mil quilos, mais 8,6% do que no ano anterior), o goraz com quase 30 mil quilos (menos 3%) e o boca-negra, com 20 mil quilos (menos 36%).

Nos pelágicos é o chicharro a espécie mais capturada, com cerca de 55 mil quilos em Julho deste ano, menos 14% do que no ano passado.

Mas a espécie rainha das capturas são os atuns, que em Julho deste ano atingiram os 710 mil quilos, mais 37% do que no ano anterior.

Nos moluscos é a lula a mais capturada, com 56 mil quilos (menos 14%) e a lapa, com 10 mil quilos (mais 59%).

Até Julho deste ano já tinham sido descarregados nos portos açorianos 4.352.999 quilos de peixe, mais do que os 3.534.601 quilos descarregados no ano passado.