Manifestantes que pretendiam fechar aeroporto do Pico multados em 600 euros

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“Indignados e injustiçados”, é com estas duas palavras que Aquilino Leal e Jorge Luz, porta-vozes do grupo “Vamos fechar o aeroporto do Pico” reagem ao recente despacho do Ministério Público, dando conta dos delitos associados à manifestação liderada por estes que teve lugar junto ao aeroporto. 

A decisão aponta para o pagamento de uma coima de 600 euros, sendo que esta será divida pelos dois acusados em causa e o valor reverterá a favor da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

Ao Jornal do Pico, Aquilino Leal Bettencourt e Jorge Luz dizem “não entender esta decisão e condenação”, mas “vão respeitar”. 

“Muito se tem passado de grave na nossa ilha relacionado com a pandemia Covid-19, desde falta de comparência aos testes, às quarentenas obrigatórias não respeitadas”, pois consideram “a nosso ver, isto sim são delitos graves que não tiveram qualquer tipo de actuação por parte das autoridades”. 

Aquilino e Jorge pensam mesmo que “isto foi para quererem fazer de nós um exemplo para que no futuro ações semelhantes não tenham pernas para andar”, salientando que “ainda não sabemos de onde partiu a queixa”.

Mesmo assim, registam que “por nós e pelos picoenses, se necessário fosse, voltaríamos a fazê-lo, sempre de consciência e com sentimento de dever cumprido”.

O Jornal do Pico sabe que há um movimento de apoio solidário para com os dois visados, para que cumpram os pagamentos, sem que tenham custos pessoais. 

Os dois porta-vozes “agradecem,por isso, a todos os que se juntaram na altura da manifestação e aos que agora nos querem ajudar”.

De registar que este grupo promoveu uma “manifestação pacífica”, tendo-se concentrado dentro de 50 viaturas nas imediações do Aeroporto do Pico, e reclamando que os passageiros que aterram na ilha açoriana façam quarentena face à pandemia de Covid-19.

Em declarações na altura à Aquilino Leal Bettencourt e Jorge Luz, fundadores do grupo criado no Facebook

Vamos fechar o aeroporto do Pico, com cerca de dois mil aderentes, declarou que os turistas “estão a chegar sem controlo à ilha”, receando-se “pela vida de familiares e locais”. 

Reivindicaram na altura que os passageiros que chegassem ao Pico fizessem quarentena, considerando que “não basta” que preencham uma declaração à chegada.

 

Exclusivo Jornal do Pico/Diário dos Açores