Artur Lima na Vice-Presidência, Bastos e Silva nas Finanças, Clélio Meneses na Saúde e Sofia Ribeiro na Educação

bolieiro rostoO Governo presidido por José Manuel Bolieiro já está completo, faltando apenas definir pequenos pormenores da orgânica, com as respectivas direcções regionais, que deverão ter ficado concluídas durante o dia de ontem - revelou ao nosso jornal fonte próxima da coligação.

De acordo com as nossas fontes, está praticamente confirmada a Vice-Presidência com a pasta da Solidariedade e Segurança Social atribuída a Artur Lima, enquanto que o PPM deverá indicar o titular para a Secretaria Regional das Pescas.

Sofia Ribeiro, que foi deputada europeia, deverá ficar com a Secretaria Regional da Educação e Cultura, o antigo deputado terceirense Clélio Meneses será o titular da Saúde e Ana Carvalho, que foi Directora Regional da Habitação num dos governos de Mota Amaral e hoje Técnica Superior do Tribunal de Contas, será a titular das Obras Públicas.

Bastos e Silva, que já foi Secretário das Finanças num dos governos de Mota Amaral, regressa à pasta, enquanto que António Ventura, até agora deputado na Assembleia da República, será o novo Secretário Regional da Agricultura e Florestas.

Para o Turismo não conseguimos confirmar, falando-se em vários nomes, mas sem que as nossas fontes possuem uma certeza, já que a composição do Governo está no segredo apenas de Bolieiro, Artur Lima e Paulo Estêvão.

Duarte Freitas, que algumas fontes indicam como um dos nomes para ocupar a pasta das Relações Externas, também estava a ser equacionado como uma das hipóteses para ocupar a representação dos Açores em Bruxelas.

Quanto à posse do novo Governo, deverá ocorrer na próxima Terça-feira, depois da divulgação pública do mesmo, que deverá ocorrer ainda hoje, depois de José Manuel Bolieiro ser recebido esta tarde pelo Representante da República, Pedro Catarino.

O Presidente indigitado vai apresentar a orgânica e Pedro Catarino deverá publicar ainda hoje o respectivo decreto, ficando o Governo pronto a tomar posse amanhã.

Recorde-se que por força do disposto no Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, o actual executivo está agora demissionário e limitado a actos de gestão corrente. 

Saliente-se que o Estatuto Político-Administrativo dos Açores prevê, no artigo 86.º, que o início de uma nova legislatura, o que aconteceu na passada segunda-feira na Assembleia Legislativa, implica a demissão do Governo Regional.

Entretanto, o Presidente do PSD, Rui Rio, assumiu que a solução encontrada pelo seu partido para formação do Governo nos Açores não foi a melhor para o partido, mas garante que foi Pedro Catarino a exigir garantias do governabilidade “preto no branco”. 

Embora não queira Ventura no Governo, admite formar um Executivo com um eventual apoio do Chega no parlamento nacional. 

Em entrevista à TVI, o Presidente social-democrata defendeu que, “do ponto de vista do interesse do PSD”, teria sido preferível que o partido de André Ventura ficasse fora da equação, mas frisou que foi o “Ministro da República” a exigir um documento escrito que garantisse a estabilidade política à região autónoma. 

Criticou os “sábios” e “doutos comentadores” que advogaram que o Chega devia ter sido confrontado com a escolha de viabilizar um Governo do PS ou um Governo PSD/CDS/PPM para a região sem integrar a nova maioria parlamentar. 

PSD-Madeira elogia solução 

encontrada nos Açores

 

A Comissão Política do PSD-Madeira enalteceu ontem a solução política encontrada pelo PSD-Açores para assegurar a governação neste arquipélago.

O PSD-Madeira considera-a uma solução “facilitadora e promotora da necessária convergência de interesses em prol da luta e afirmação da Autonomia, contra o centralismo de um Estado que, infelizmente, teima em relegar, para segundo plano, a realidade insular do seu País”.

Questionado sobre se a “solução encontrada” enaltecida pelo PSD-M inclui a parceria com o Chega, o secretário geral José Prada respondeu que “inclui o programa de Governo que foi sufragado pela população dos Açores”.

 

PS-Madeira classifica Chega 

de “abutres”

 

Por sua vez,  o Presidente e deputado do PS na Assembleia Legislativa da Madeira, Paulo Cafôfo, acusou o PSD de fechar as portas aos socialistas, mas não hesitar em abri-las aos “abutres oportunistas e populistas” do Chega.

Ao intervir na Assembleia Legislativa, Paulo Cafôfo observou que o PSD e o CDS, partidos que fazem parte do XIII Governo Regional, não possuem “cultura e diálogo democrático” por chumbarem sempre as iniciativas e os contributos da oposição no combate à epidemia da Covid-19 e suas consequências na economia, lembrando uma iniciativa socialista no valor de 65 milhões de euros para apoio ao sector do turismo chumbada pela maioria.

“Quando se fecham as portas a nós (PS), abrem-se as portas a abutres oportunistas, populista e xenófobos para tomar de assalto o sistema político e controlarem partidos que se dizem social-democratas”, numa alusão ao Chega e ao acordo político de viabilização de um governo nos Açores.