Ribeira Grande acolheu domingo as comemorações do Dia do Canadá

 O Presidente da Associação de Amizade Açores Canadá, Humberto Pavão, defendeu domingo na Ribeira Grande que a comemoração do Dia do Canadá é um desafio aos emigrantes no sentido de manterem a sua identidade açoriana, preservando a cultura, as tradições e a língua portuguesa. Mas também é um desafio que se coloca aos Açores, no sentido de potenciarem o muito que as nossas comunidades de emigrantes, quer no Canadá, quer no resto de mundo, encerram ao nível económico e ao nível da captação de investimento externo, sobretudo, no campo do turismo, um mercado que pode ser ainda mais explorado.
Por esta razão, sustentou que muitas entidades defendem a necessidade de se promover passagens aéreas mais baratas, para que os emigrantes possam trazer as suas famílias aos Açores e, assim, darem a conhecer aos seus descendentes a terra onde nasceram ou onde nasceram os seus pais.
O Dia do Canadá tem sido celebrado nos Açores pelo seu grande significado emblemático não apenas para o Canadá, mas para o mundo ocidental, e com especial relevância para a nossa Região Autónoma, porque naquele país labuta uma parte muito significativa da nossa população.
A história dita que neste dia, a antiga Província do Canadá, constituída pelas Províncias do Quebec e Ontario, se juntou à de New Brunswick e à de Nova Scotia e formaram esta grande nação multicultural, que é o segundo maior país do Mundo um dos mais desenvolvidos.
Domingo foi desfraldada a Bandeira Nacional do Canadá num lugar simbólico que é o Museu da Emigração Açoriana, que retrata as vivências deste povo que face à adversidade se viu obrigado a procurar noutras paragens uma vida mais digna para os seus filhos.
A imigração portuguesa para o Canadá é relativamente recente, embora a presença regular de portugueses date do início do século XVI. Foi só em 1953 que uma importante comunidade de portugueses se fixou no Canadá, encontrando-se a maioria na província do Ontário, cerca de 300 000; no Québec vivem 45 000; na Colúmbia Britânica 25 000, em Alberta e Manitoba 10 000 cada.
Estima-se que a população de origem portuguesa (primeira, segunda e terceira gerações) seja de aproximadamente mais de 500 mil pessoas, sendo perto de 65% originários dos Açores.  
Esta bandeira, esvoaçando neste local, pretende lembrar os fortes laços que unem todas as ilhas dos Açores à grande nação Canadiana, um dos mais tolerantes do mundo, onde se cruzam as mais diferentes raças, num clima de hospitalidade, liberdade e perfeita integração.
Por isso pretende esta Associação que com esta data seja evocado o trabalho, o denodo, a dedicação e a coragem de milhares e milhares de açorianos, que fazem do Canadá a sua pátria adoptiva, que tão bem os soube acolher e ali e labutam diariamente em várias províncias canadianas.
Participaram na cerimónia, para além do Cônsul do Canadá em Ponta Delgada, Mr. Peter Strokreef, o Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande e a Directora Regional das Comunidades.
Aquela Associação pretende que a celebração do Dia Nacional do Canadá é uma forma de prestar homenagem a este grande e acolhedor país para muitas famílias açorianos.
Domingo foi dia de festa para aqueles que nestas ilhas estão ligados ao Canadá, também o foi para todos os canadianos que escolheram os Açores para viver. Foi com alegria que se celebrou este dia, nunca esquecendo que mesmo vivendo nos Açores, também deixaram um pouco no Canadá.
Foi defendido que “o Canadá bem merece a nossa homenagem e todos os açorianos que um dia partiram para o Canadá e lá encontraram o seu lar e contribuem para o progresso e desenvolvimento da grande nação canadiana.”