Redução do crédito a empresas nos Açores é muito inferior à verificada no resto do país...

Em Setembro de 2011, segundo o Banco de Portugal, os açorianos tinham empréstimos perante os bancos de cerca de 6 mil milhões de euros, o que corresponde a cerca de 2,2% do total nacional, que é de cerca de 270 mil milhões de euros.
Cerca de 60,45% desses empréstimos são a famílias, um peso que é superior à média nacional, que se fica pelos 56%. As empresas ficam com os restantes 39,56%, quando a nível nacional esse valor é de quase 44%.
O Governo tem várias vezes apontado a banca como a culpada da crise sentida na Região. Mas se bem que haja uma retracção da atribuição de crédito, a verdade é que os Açores estão bem melhor que as médias nacionais.
Ao nível das empresas, desde Dezembro de 2006 que o total de empréstimos aumentou 83,44%, quando a nível nacional aumentou apenas 21%. Mesmo contemplando apenas os valores desde Setembro de 2009, o crédito a empresas aumentou nos Açores 12,3%, quando a nível nacional houve mesmo uma diminuição de -3,34%.
Ou seja, as empresas regionais até estão melhor que as do resto do país. A verdade é que neste momento o crédito às empresas açorianas representa 2,02% do nacional, um valor que nunca tinha sido atingido pelo menos desde 2006.
Obviamente que a contracção do crédito também se faz sentir, Para se ter uma ideia, de Dezembro de 2006 até Dezembro de 2009, a média de aumento do crédito era de 4,5% por trimestre. Do 1º trimestre de 2010 até ao 3º de 2011, essa média baixou para apenas 1,2%. Nos primeiros três trimestres de 2011, a diferença de crédito foi de apenas 11 milhões de euros, quando no ano anterior tinha sido de 144 milhões de euros...
No crédito aos particulares a contracção é muito maior. Nos 2º e 3º trimestres de 2011 houve reduções sucessivas, tal como aconteceu, aliás, no resto do país. Nesses dois trimestres, o montante em crédito na sociedade açoriana baixou cerca de 89 milhões de euros. Neste caso, a redução nos Açores representou 3,75% da nacional.
Em relação ao crédito mal parado às empresas, a média estava no 3º trimestre de 2011 nos 5,3%, enquanto que a média nacional era de 6,1%. Juntamente com a Madeira, trata-se da média mais baixa, embora apenas ligeiramente. O facto é que, tal como acontece para o resto do país, trata-se do valor mais elevado desde pelo menos 2006.