Ainda por apurar os responsáveis pelo abate ilegal de árvores na Vila Franca

O processo de contra-ordenação do abate ilegal de oito árvores na Vila Franca ainda está “em fase de instrução pelo Serviço Florestal de Ponta Delgada”, segundo a Directora Regional dos Recursos Florestais, Anabela Isidoro. Não há neste momento qualquer indicação de quando o processo estará concluído.
Questionada sobre o facto de terem sido abatidas as referidas árvores quando apenas duas delas apresentavam podridão no cerne, Anabela Isidoro referiu que esse será um esclarecimento “apenas dado por quem, porventura, tomou a decisão de abate”.
Recorde-se que o caso aconteceu a 14 de Janeiro deste ano, quando alegadamente a Câmara Municipal de Vila Franca do Campo solicitou a autorização de corte das árvores à Direcção Regional dos Recursos Florestais, no âmbito da Ampliação da Escola Professor António dos Santos Botelho, mas o empreiteiro, segundo a autarquia, não aguardou pela autorização e procedeu à “amputação” de oito tílias, com diâmetros entre 40 e 50 cm, idades entre 43 e 54 anos e uma altura média de 14 metros. Como consequência, o Governo Regional levantou um inquérito a 21 de Janeiro.
O abate levantou inúmeros protestos junto da Câmara, sendo que uma das queixas de muitos habitantes da Vila foi que o acto pareceu ter sido realizado de surpresa–aparentemente, ninguém sabia que as árvores seriam cortadas.

Câmara justifica corte mas culpa
empreiteiro
Por outro lado, a Câmara de Vila Franca do Campo explica que o corte das referidas árvores que provocou indignação entre os munícipes resultou “de uma precipitação do empreiteiro da obra”.
A autarquia justifica que o corte das oito árvores previsto na empreitada, resulta do projecto de requalificação daquela zona, com “o objectivo de melhorar as condições de acesso dos alunos à escola”, através da criação de uma área de estacionamento que facilitasse aos pais das crianças o trânsito à entrada e saída da escola.
Note-se que as coimas aplicáveis para contra-ordenações desse género variam entre os 24,94 euros e 249,40 euros por unidade.