30 trabalhadores da construção vão ficar desempregados na Graciosa este mês

construção civilMais 30 trabalhadores da construção civil ficarão desempregados na Graciosa até ao final de Abril, alertou o presidente do Conselho de Ilha, que pediu ajuda ao Governo Regional para desbloquear junto da banca financiamento para a adega cooperativa.
Carlos Brum falava aos jornalistas em Santa Cruz da Graciosa, na segunda-feira à noite, no final de uma reunião do Conselho de Ilha com o Governo dos Açores.
Segundo Carlos Brum, a construção civil na ilha está parada e até ao final deste mês, cerca de 30 pessoas que trabalham no sector irão para o desemprego, sublinhando que é um número que tem impacto na Graciosa, onde vivem menos de quatro mil pessoas.
Parte destes desempregados, afirmou, poderiam ser “absorvidos” pelo sector agrícola, chamando a atenção para a importância de se concretizar o projecto da adega cooperativa da Graciosa.
O projecto está aprovado e o financiamento público de 700 mil euros desbloqueado. Porém, disse, compete à própria adega financiar 300 mil euros do projecto, mas a banca tem recusado o crédito, pelo que o Conselho de Ilha pediu ao Governo Regional ajuda para desbloquear a situação junto dos bancos.
O presidente do Governo açoriano, Vasco Cordeiro, também em declarações aos jornalistas no final da reunião, sublinhou que a adega cooperativa tem uma “importância fundamental na economia da ilha” e que o executivo que lidera está a “acompanhar a situação para ajudar esta entidade a poder concretizar este projeto”.
Segundo Carlos Brum, a adega cooperativa da Graciosa gera um volume de negócios anual de 120 a 150 mil euros, “mas isso liberta fundos que não são suficientes para uma instituição bancária, nos actuais tempos, emprestar” os 300 mil euros.
A adega cooperativa, explicou, é fundamental para funcionar como “central de comercialização e exportação dos produtos da Graciosa”, lembrando que nos últimos anos houve uma diversificação na produção da ilha, até como forma de captar fundos comunitários. Neste contexto, aumentaram, por exemplo, as estufas, os pomares ou a produção de mel, afirmou.
O outro assunto que dominou a reunião do Governo dos Açores com o Conselho de Ilha foi a construção de um matadouro na Graciosa, tendo o Executivo assegurado que a obra ficará concluída nesta legislatura, que termina em 2016. O objectivo é que o projeto seja financiado pelo próximo orçamento europeu plurianual, que entrará em vigor em 2016.
O Governo dos Açores reuniu-se com o Conselho de Ilha no âmbito da visita estatutária que está a realizar nesta ilha.

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