Vasco Cordeiro recusa-se a comentar “conclusões do Conselho de Estado”...

vasco cordeiro1O presidente do Governo Regional afirmou ontem que a convocação do Conselho de Estado para o Dia dos Açores é um “facto que fala por si”, escusando-se também a comentar as conclusões da reunião de segunda-feira.
Segundo a agência Lusa, Vasco Cordeiro–que é conselheiro de Estado por inerência do cargo que ocupa no Governo Regional mas não esteve na reunião de segunda-feira convocada pelo Presidente da República por, justificou, ser o Dia da Região Autónoma dos Açores–respondia a perguntas de jornalistas nas Lajes das Flores.
“Não tive a oportunidade de lá estar pelos motivos que são conhecidos e, portanto, acho que tenho o dever de reserva e não vou comentar as conclusões do Conselho de Estado”, respondeu, depois de lhe ter sido pedido um comentário às conclusões dos conselheiros, divulgadas num comunicado.
Vasco Cordeiro escusou-se também a comentar o tema em agenda no Conselho de Estado, dizendo que “se lá tivesse estado”, teria dado a sua opinião.
“Não tendo tido a oportunidade de lá estar, acho que tenho o dever de reserva. A falar, falaria lá. E não tendo tido essa oportunidade, outras surgirão, certamente”, acrescentou.
Quanto à realização de um Conselho de Estado no Dia dos Açores, limitou-se a responder: “Acho que o facto fala por si e, portanto, não tenho mais comentários a fazer”.
O presidente do Governo Regional falava à margem de uma visita ao porto comercial das Lajes das Flores, para ver a obra de ampliação da frente acostável em 45 metros, num investimento de cerca de dois milhões de euros.
Segundo o responsável, o objectivo desta obra foi “melhorar as condições de operacionalidade” do porto comercial da ilha das Flores, assim como a segurança na cabeça do molhe.
Por outro lado, numa fase anterior, foi construída uma rampa “roll-on roll-off”, para o desembarque de passageiros e viaturas e também de carga rodada, como aconteceu em todas as ilhas do arquipélago, à excepção do Corvo.
Estes investimentos visam “aproveitar também este potencial que o mar apresenta como via de transporte” e assim dar “um outro impulso ao transporte marítimo” na região, tornando a economia “mais competitiva e toda esta operação mais fácil e eficiente”, salientou.