Festival de Parapente em São Miguel na 19º edição

  • Imprimir

parapenteSão Miguel recebe de hoje a domingo o 19.º Festival de Parapente dos Açores, um destino que praticantes da modalidade de todo o mundo procuram cada vez mais por causa das características muito próprias da ilha.
Perto de 80 pessoas estão inscritas no festival deste ano, que se prolonga até domingo e tem nos baptismos de voo uma das suas “marcas registadas”, havendo sete pilotos contratados propositadamente para este fim, disse à Lusa o presidente do Clube Asas de São Miguel, João Brum.
Entre os convidados para a edição de 2013 estão ainda acrobatas como os irmãos Green, que já passaram noutros anos pelos Açores e são uma das duplas mais famosas do mundo.
Outro dos convidados que passará por S. Miguel é Seiko Fukioka, que tem actualmente o recorde mundial feminino de distância em parapente (um voo de 336,4 quilómetros) e é vice-campeã mundial da modalidade.
Segundo João Brum, a dimensão do festival tem-se mantido, sendo esse também o objectivo do clube, que tem “dimensões muito pequenas” e teria dificuldade em deslocar mais de cem pessoas pela ilha.
O presidente do Clube Asas de S. Miguel, que organiza o evento, revelou que este ano as entidades contactadas para apoiarem o festival usaram muito a “desculpa da crise” e foi difícil conseguir alguns patrocínios, o que lamentou, dado o impacto que a modalidade tem na ilha.
“Sabemos que é um número residual de visitantes que vem à ilha de São Miguel, mas são já cerca de 200 pessoas por ano. E o piloto de parapente não vem para aqui de tenda ou de mochila às costas. Fica em hotéis, geralmente prefere as casas de turismo rural, alugam carros, vão aos restaurantes… Tudo isso tem uma envolvência económica que já é importante. Para um clube tão pequeno e uma modalidade considerada radical… Acho que devia ser acarinhada”, afirmou.
Segundo João Brum, o número de praticantes de parapente que procuram São Miguel tem crescido todos os anos, sendo um destino com características especiais para a prática da modalidade, atraindo, por exemplo, escolas e pilotos inexperientes.
A ilha é hoje uma espécie de “pastagem gigantesca” e “a dificuldade é escolher em que pastagem aterrar, por são tão facilitadas, não há obstáculos físicos”, explicou. Além do “relevo muito suave”, o “clima é ameno”, acrescentou.
Por outro lado, disse ainda, a ilha tem apenas 80 quilómetros de extensão, pelo que os praticantes de parapente podem “de manhã faz ‘whale watching’ [observação de baleias] e nadar com golfinhos ou mergulhar e à tarde voar e depois tomar banho nas águas quentes das cascatas que há um pouco por toda a ilha”.
“A proximidade entre locais e modalidades a praticar e actividades a fazer que atrai muita dessa gente”, afirmou.