Iniciados estudos de alegados achados arqueológicos na Terceira

Monte BrasilUma equipa de 13 especialistas das áreas de Arqueologia, História e Geologia iniciou ontem uma investigação a alegados achados arqueológicos na ilha Terceira, anunciou o director regional da Cultura, Nuno Ribeiro Lopes.
“O que gostaríamos é que saísse daqui uma recomendação sobre aquilo que devemos fazer. Não vamos provar se é verdade ou não é, se é datado desta ou daquela época”, salientou, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.
Se as condições meteorológicas o permitirem, a comissão de especialistas terminará o seu trabalho no sábado, dia 19, de manhã, emitindo depois um relatório com orientações para a Direcção Regional da Cultura, refere a agência Lusa..
Nuno Ribeiro Lopes destacou que a comissão é “completamente independente” e realçou que nem a Direcção Regional da Cultura, nem os especialistas que descobriram locais que consideram ter valor arqueológico estão representados.
A criação desta comissão surge na sequência de um projecto de resolução do PPM, que recomenda ao Governo Regional que promova um estudo que permita a datação de achados nas ilhas Terceira e Corvo, por haver cientistas que defendem que são anteriores ao povoamento português do arquipélago.
O director regional da Cultura justificou a não integração de quem identificou os locais nesta comissão com a necessidade de manter sua a independência.
“O que queríamos era que as pessoas estivessem livres de preconceito e pudessem abordar o assunto com toda a clareza”, frisou, acrescentando que cabe à comissão decidir se quer ou não ouvir os cientistas que identificaram os locais.
A equipa é constituída por Cláudio Torres, responsável pelo Campo Arqueológico de Mértola, Isabel Albergaria, Avelino Meneses, José Damião, João Luís Gaspar, Gabriela Queirós, Ana Isabel Gomes e Angus Duncan, da Universidade dos Açores, Raquel Vilaça, da Universidade de Coimbra, Ana Margarida Arruda e Ana Catarina Sousa, da Universidade de Lisboa, Rui Parreira, da Direcção Regional de Cultura do Algarve, e Francisco Maduro Dias, do Instituto Histórico da Ilha Terceira.
Questionado pelos jornalistas, o historiador Avelino Meneses considerou ser “prematuro” adiantar com quem e quando vai a comissão falar, tendo em conta que os trabalhos se iniciaram ontem.
“Vamos definir que instrumentos de trabalho carecemos e vamos ponderar quem deveremos ouvir”, frisou.
A comissão vai investigar três locais na ilha Terceira, Monte Brasil, Espigão e Quatro Ribeiras, até sábado, escolhendo uma data para posteriormente alguns elementos visitarem também a ilha do Corvo.