Câmara Municipal do Nordeste sobe IMI e Derrama para taxa máxima...

Camara do NordesteA Câmara do Nordeste aprovou por maioria de votação a subida do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) e da Derrama para a taxa máxima, anunciou ontem a autarquia, em nota de imprensa. Uma medida que surge “em cumprimento das obrigações previstas na adesão ao Plano de Reequilíbrio Financeiro e ao PAEL (Programa de Apoio à Economia Local, I)”.
Com a subida verificada, o IMI passa a situar-se nos 0,5% (anteriormente estava nos 0,3) e a Derrama (tributação sobre o rendimento das empresas-IRC) mantêm-se nos 1,5%.
O presidente do executivo, Carlos Mendonça, apresentou uma declaração de voto a justificar as razões da subida verificada, “preocupado com as consequências que este agravamento trará às famílias no que respeita ao IMI”.
“Lamentavelmente chegou o dia que todos nos sentimos limitados e dependentes de decisões efectuadas no passado pelos anteriores responsáveis pelo Poder Local deste concelho”, afirmou o autarca na declaração de voto, acrescentando que, “ao longo dos últimos dois anos foram informando os nordestenses que, caso a autarquia do Nordeste decidisse aderir ao Plano e Empréstimo de Reequilíbrio Financeiro e ao Programa de apoio à economia local (PAEL), quem iria pagar este empréstimo seriam os nordestenses com a obrigação da autarquia optimizar a sua receita com a elevação das taxas ao valor percentual máximo, como é o caso do IMI”.
“A câmara lamenta que hoje esteja a aprovar esta medida obrigatória proveniente da assinatura pela anterior edilidade camarária ao PAEL, prejudicando a vida das populações ao aumentar assim o custo de vida no concelho”, refere a mesma declaração de voto.
Carlos Mendonça mostrou-se também admirado com o voto de abstenção dos vereadores do Partido Social Democrata ao aumento das taxas, “quando a decisão de adesão ao PAEL, e das obrigações que implicava, ser uma decisão da anterior câmara e por sua vez destes”.
Por último, o executivo nordestense disse que tudo faria “para ultrapassar esta austeridade provocada pelo desequilíbrio financeiro em se encontra a autarquia”.

Mais Lidas nos últimos 3 dias