16.638 casos de cancro em 15 anos e os homens são os mais atingidos

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Pessoas na rua - PDLEntre 1997 e 2011, o número de cancros entre os residentes dos Açores tem apresentado uma tendência sempre crescente, terminando o período com 16.638 casos detectados, ou 13.741 se forem exceptuados o cancros de pele não melanoma. A média anual terá sido de cerca de 1.100 casos (916 sem cancro de pele não melanoma).
Esses valores não significam o mesmo que pessoas, mas está lá perto. Conforme as regras internacionais de registo oncológico definidas pela International Association of Cancer Registries, cada caso corresponde a um diagnóstico de um determinado tipo de cancro. O mais normal é uma pessoa ter um só cancro ao longo da sua vida, mas existem também casos, não tão raros, de a mesma pessoa ter dois ou mais. Para efeitos de registo oncológico, só se regista o tumor primário (ou seja, para as estatísticas de incidência não contam as recidivas de um mesmo cancro ocorridas posteriormente ao primeiro diagnóstico). Do mesmo modo, se uma mulher tem um cancro de mama em 2000 e outro em 2007, mesmo que em mamas diferentes, só se contabiliza o cancro de 2000. E se um homem tem um cancro da próstata em 1997 e uma recidiva em 1999 só conta o de 1997, e assim sucessivamente. Contudo, se aquela mesma mulher tem também um cancro do cólon em 2011, então este entra igualmente para as estatísticas.
Os homens são claramente os mais fustigados, com cerca de 60% em ambos os indicadores, e aparentemente com tendência de aumento do seu peso relativo. Nos quinquénios de 1997-2001 e 2002-2006, os homens representavam cerca de 58,8% dos casos, mas no de 2007-2011 aumentaram para 59,7%. As tendências de crescimento do total de casos entre quinquénios são claras: um aumento de cerca de 12% entre 1997-2001 e 2002-2006, e de 13% entre 2002-2006 e 2007-2011. Entre o 3º e o 2º quinquénios, o aumento foi se 26,3% no total de cancros e 27,5 sem os da pele não melanoma.