Governo Regional nega “favorecimento a empresa de painéis solares”...

sergio avila1O vice-presidente do Governo Regional considerou quarta-feira que ficou “perfeitamente esclarecido” que não houve qualquer tipo de favorecimento no protocolo assinado com a empresa Strongsurvival, visando a exploração de painéis solares em edifícios públicos.
De acordo com a agência Lusa, Sérgio Ávila foi ouvido, na comissão de Economia do parlamento dos Açores, por solicitação do PSD, por causa deste caso.
“O Governo dos Açores cumpriu nesta matéria o que está definido na Estratégia 2020, procedeu exactamente nos mesmos termos que a UE propõe e que o Governo da República e todas as câmaras do país fazem, com respeito integral pela lei”, declarou.
Sérgio Ávila afirmou que “não existem razões para dúvidas” e que a cedência de 10 espaços públicos à Strongsurvial para exploração de energia solar não representa qualquer encargo para a região, mas sim um benefício, uma vez que, durante 25 anos, a empresa terá que pagar uma renda que vai de 15 a 45% da receita angariada com o negócio.
O vice-presidente do executivo acrescentou que, por outro lado, com este projecto se reduz a importação de combustíveis fósseis, na ordem dos 943 mil euros, por parte da EDA, bem como as emissões de carbono em 196 toneladas, evitando multas por eventual ultrapassagem da quota estabelecida pela UE.
Não foi feita uma consulta a outras empresas que operam no mesmo ramo “porque a lei e o regime jurídico subjacente assim o determina, porque não se trata de uma despesa mas sim de uma receita”, explicou ainda.
“Em segundo lugar, nós temos disponíveis 90% dos espaços públicos na mesma igualdade de circunstâncias para serem cedidos a todas as empresas e entidades privadas que assim o entenderem fazer”, frisou.
O deputado do PSD Jorge Macedo considerou que “um privado identificou uma oportunidade de negócio que faz a utilização de espaços públicos e foi ter com o Governo que, ao invés de publicitar uma estratégia regional para o incentivo à penetração das energias renováveis, manteve todo o negócio em segredo”.
“O Governo dos Açores firmou um acordo com a Strongsurvival e não deu a conhecer a outros potenciais interessados, à economia em geral, a outros empreendedores uma oportunidade de negócio”, referiu.
O deputado questiona-se sobre “como e por quem foram escolhidos os telhados atribuídos à empresa”, salvaguardando que, apesar de o Governo Regional afirmar que foi de comum acordo, é levado a “pensar e a suspeitar que esta empresa escolheu os melhores telhados, onde os custos de instalação são menores e a exposição solar mais eficiente”.
João Albergaria, sócio-gerente da Strongsurvial, referiu por seu turno que foi a empresa a procurar o Governo Regional dos Açores e a propor o negócio e que 10% dos edifícios públicos vão ser utilizados, pagando a empresa uma renda ao executivo durante 25 anos.  

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