Açorianos são os que menos compram nos estabelecimentos de retalho alimentar

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SupermercadoEntre os anos de 2011 e 2012, o número de “Estabelecimentos de Comércio a retalho alimentar ou com predominância alimentar” contabilizados pelo INE (publicação anual sobre Comércio, que contabiliza apenas as “unidades comerciais de dimensão relevante”) baixou nos Açores de 29 unidades para apenas 21, o que representa uma quebra de 27,6%. A redução, e com essa dimensão, não teve qualquer paralelo no país, onde a descida foi de apenas -0,4%.
Não seria, por si só, um grande problema, até porque a área de exposição e venda não registou uma descida tão grande, mas  volume de negócios foi dos que mais caiu no país. Com uma redução do volume de negócios de 8%, só não é a maior redução do país porque o Algarve baixou 8,4%, mas a nível nacional houve mesmo um aumento de 1,07% (e a Madeira aumentou 15,5%). Ou seja, houve mesmo uma contração nas compras, que no Algarve poderá ter a ver com o turismo, mas que nos Açores poderá ter mesmo a ver com o poder de compra da população.
Estas estatísticas não permitem comparação com anos anteriores, pois os Açores só entram a partir do ano de 2011. Mas o facto é que o volume de negócios deste tipo de estabelecimentos no total dos estabelecimentos de comércio mantém-se baixo em ambos os anos, representando em 2012 cerca de 8,85% do total facturado. Em 2011 o volume de negócios neste sector foi de 202 milhões de euros, e em 2012 de 186 milhões.
O resultado é que em média, cada açoriano gastou cerca de 746 euros no ano de 2012 nestes estabelecimentos, o que é o valor mais baixo de todo o país. A média nacional é de 1.036 euros e o valor mais próximo do açoriano é no Norte, com 859 euros – o que é uma diferença significativa.
Em produtos alimentares, os açorianos gastam em média apenas 564 euros por ano, o que, tendo em conta que o preço dos produtos é mais elevado que no resto do país, tem um especial significado: os açorianos consomem pouco, em dinheiro mas provavelmente também em quantidade.