Turismo: subida em Abril mas com sabor amargo...

turistasO número de dormidas na hotelaria açoriana registou em Abril um aumento de 9,5% em relação a mesmo mês de 2013, mas apesar desse aumento é evidente que continua a haver um problema com o turismo regional.
Desde logo, na comparação com o país, onde o crescimento foi de 25%. Os Açores apenas têm um aumento menor do que o da Madeira, que se ficou pelos 5,5%, mas a taxa de ocupação não mente: a Madeira está com 63,4% de ocupação, enquanto que os Açores se ficam pelos 32,2% e a média nacional é de 43,7%.
Também ao nível dos proveitos o aumento é ainda mais ténue, com apenas 4,6%, tendo atingido os 3 milhões de euros no mês. Trata-se do crescimento mais baixo do país, onde a média geral foi de 20,2%, e os Açores ficam abaixo de todas as regiões.
Os resultados no ano também estão longe de poderem ser satisfatórios. Um aumento de apenas 2,6%, com um total de 188 mil dormidas, que está muito abaixo do país, onde a média foi de 11%, e abaixo de todas as restantes regiões. Ao nível dos proveitos, as receitas totais revelaram um aumento de 1,44%, muito abaixo dos 10,17% de média nacional e muito abaixo de todas as regiões.
Há igualmente uma curiosidade: o crescimento de Abril fez-se sobretudo à conta de um aumento de 6,6% das dormidas de portugueses, enquanto que os estrangeiros registaram mesmo uma diminuição de 1,5%, o que acontece pela 1ª vez este ano. Recorde-se que os aumentos dos últimos meses tinham sido conseguidos sobretudo com sucessivos aumentos desse segmento. É um indicador que deixa as maiores dúvidas em relação ao futuro.
No conjunto do ano, de Janeiro a Abril, os portugueses (que incluem os açorianos em mobilidade interna) são responsáveis por 43% das dormidas. Em termos homólogos, esse segmento cresceu 18,6%, enquanto que os estrangeiros apenas cresceram 3,5%.
Dos estrangeiros, os alemães continuam na dianteira, representando no total do ano 31,2% do total, enquanto que em 2º está Espanha, mas com apenas 10%. Os nórdicos representam neste momento apenas 17,6% do total de estrangeiros, com predominância para suecos e noruegueses, com 7,8% e 6,4% respectivamente.