Jovens açorianos são os que estão mais viciados nas drogas pesadas

droga-heroinaO percentagem de açorianos viciados na Heroína – a mais aditiva de todas as substâncias psicoactivas – foi no ano de 2012 a mais elevada de todo o país, de acordo com a última edição do “Relatório Anual sobre A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências” relativo ao ano de 2013, e que inclui relatórios de 5 em 5 anos, começando em 2001.
A situação é pior nas idades dos 15 aos 34 anos, em que 1,6% da população nessa faixa etária consome aquela droga – o que neste caso equivale inevitavelmente a dizer que está viciada ou pelo menos fortemente dependente.
Em mais nenhuma região esse valor é atingido, com excepção da Madeira, que atinge 1,5%, parecendo confirmar que este é um “problema das ilhas”. No entanto, na população total (dos 15 aos 64 anos de idade) a Madeira baixa para 0,6% da população, enquanto que os Açores se mantêm nos 1,1%, que é de novo o valor mais elevado do país, ex-aequo com o Algarve – que no entanto não tem problema nas camadas mais jovens.
A situação mantém-se ao nível da prevalência de consumo nos últimos 12 meses, com 0,8% dos jovens a consumir heroína e 0,3% da população em geral. Trata-se, em ambos os casos, dos piores valores de todas as regiões do país.
As quebras no consumo da heroína desde 2001 também têm sido muito menores nos Açores do que no resto do país:
Registe-se que a “Taxa de Continuidade” é também a mais elevada entre os jovens. Essa taxa indica “a proporção de indivíduos que tendo consumido uma dada substância ao longo da vida, declaram ter consumido essa mesma substância no último ano”. Cerca de 49% dos jovens açorianos que consumiram heroína ao longo da vida afirmam ter consumido no último ano, e não há qualquer paralelo no resto do país. Na população em geral esse valor baixa para 30,7%, no que é apenas ultrapassado pelos 37,6% da Madeira.
Nos Açores o Governo apostou bastante no esquema da substiutuição de opiáceos, que neste momento já excede os mil utentes.