Subemprego continua a crescer nos Açores

desemprego2O subemprego nos Açores cresceu 17% no último ano, passando de 6.001 casos nesta situação no 4º trimestre de 2013 para 7.031 no 4º trimestre de 2014. A média anual foi de 6.632 trabalhadores nesta situação.
Desde o ano de 2011, o último de que existe informação, o subemprego nos Açores cresceu cerca de 40%, passando de 4,7% dos trabalhadores em 2010 para 6,6% em 2014, segundo as Estatísticas do Emprego do 4.º Trimestre de  2014,  do INE. Mas é apenas mais uma das várias degradações a que se assistiu no mercado de emprego nos últimos anos. De 2,19% do total do subemprego nacional em 2010, os Açores passaram a representar 2,7% do total nacional. No 4º trimestre atingiu mesmo os 2,8%.
O subemprego representa “o conjunto de trabalhadores a tempo parcial com idade dos 15 aos 74 anos que, no período de referência, declararam pretender trabalhar mais horas do que as que habitualmente trabalhavam em todas as actividades e estavam disponíveis para começar a trabalhar as horas pretendidas num período específico”. Ou seja, são considerados trabalhadores, mas estão forçados a contratos de part-time.
No 4º trimestre de 2014 já havia cerca de 14.700 açorianos a trabalhar  em tempo parcial, o que é um valor que tem vindo sempre a crescer, tanto que entre o 4º trimestre de 2013 e 2014, os Açores ultrapassaram mesmo a média nacional: de 11,34% do total de empregos em 2013 para 14,2% em 2014, enquanto que o país passou de 13,99% para 12,94% do total. No último trimestre de 2014 os açorianos a trabalhar em tempo parcial representavam 2,8% do total nacional. É, de novo, mais um indicador que se degradou: neste momento os trabalhadores a tempo parcial representam 2,53% do total do país – sempre valores acima do peso de 2,3% que temos da população empregada nacional.
O resultado é que em 2014 cerca de 47,8% dos empregados a tempo parcial caíam na categoria de subempregados (não estavam a tempo parcial por sua opção), enquanto que a média nacional é de 43%.
O trabalho por conta própria continua a crescer, atingindo já um grande peso nos Açores, pelo menos ao nível da média nacional – cerca de 17,7% dos trabalhadores nos Açores estão por conta própria, valor esse que é de 18,5% no país, se bem que a tendências sejam invertidas: a crescer nos Açores e a baixar no país.
É, no entanto, grandemente um trabalho parcial: cerca de 46% dos trabalhadores por conta própria nos Açores exercem a actividade em tempo parcial, valor que sobe para os 47% no país.
O subemprego parece atingir mais as mulheres do que os homens, uma vez que elas representam 51,4% do total, enquanto que no total da população empregada não passam dos 44,5%.quadro-subemprego