Mercado do pão nos Açores funciona em “sistema de equilíbrio e de concorrência”

O Secretário Regional da Presidência garantiu quinta-feira no parlamento açoriano que o mercado do pão no arquipélago “funciona em sistema de equilíbrio e de concorrência”, por via dessa mesma concorrência.
Para André Bradford, o funcionamento deste mercado nos Açores “desmente a preocupação” do BE, autor de um projecto de Resolução que recomenda ao Governo a alteração da regulamentação dos preços do pão, farinha e cereais importados nos Açores.
Não acontece com todos os mercados, admitiu o governante, mas, neste caso do pão, temos um mercado equilibrado em função do número de agentes, já que são mais de 100 as empresas de panificação a operarem no arquipélago e esse número sobre para mais de 150 se contarmos com a vertente de pastelaria.
Lembrou também que um mercado com esta dimensão, que funciona com este número de agentes, num produto como é o pão, de consumo diário e de grande rotatividade, “é um mercado que se equilibra a si próprio”.
André Bradford adiantou ainda que, quando há muitos agentes no mercado a comercializar o mesmo produto, “a tendência e o que se verifica é que a diferenciação tem de fazer-se pela qualidade mas também pelo preço”, já que “ninguém arrisca subir o preço para um nível onde o preço se torna um factor de perda de competitividade”.
“Querer desvirtuar este funcionamento por via legal, por via de uma imposição acrescida no que diz respeito à fixação de preços, justificar-se-á nalguns casos”, disse o Secretário Regional da Presidência, mas “não neste mercado em concreto”.