Madeirenses e algarvios querem o ferry “Armas” a ligar Portimão-Açores-Madeira

ferry armasOs grupos do Nós, Cidadãos! do Algarve e da Madeira defendem, em comunicado conjunto e através dos seus candidatos à Assembleia da República, o regresso da carreira marítima do ferry “Armas”, da companhia Naviera, no percurso Canárias-Funchal-Portimão.
Os representantes do movimento pedem ainda a abertura de uma nova rota marítima entre o arquipélago dos Açores e o continente, via Algarve, “que foi, aliás, pensada pela mesma companhia antes do encerramento da carreira”, adiantam.
“Entre Junho de 2008 e Janeiro de 2012, a carreira semanal trouxe turistas, movimentou os portos marítimos de Portimão e do Funchal, dinamizando o comércio, a hotelaria e a restauração, não só em ambas as cidades, mas também no restante território da Madeira e do Algarve”, recordam os candidatos do Nós, Cidadãos!.
“Abruptamente”, a carreira foi interrompida sem que, no entender do Nós, Cidadãos!, tivessem sido desenvolvidos todos os esforços por parte do Governo Regional da Madeira para que a carreira do “Armas” tivesse continuidade e viabilidade económica.
Nuno Campos Inácio, cabeça de lista pelo círculo de Faro, defende que “o estabelecimento de uma rota marítima de Portimão à Madeira e aos Açores é tão natural que, durante séculos, este porto serviu de plataforma de ligação entre o continente e as actuais regiões autónomas”.
A Naviera Armas é uma companhia espanhola de transporte marítimo de passageiros e mercadorias, que opera na Espanha (Ilhas Canárias e Andaluzia) e no norte de Marrocos.
É a empresa deste género mais antiga do arquipélago canário e a que mais tem crescido nos últimos anos.
Em Novembro de 2013 a sua frota era constituída por nove embarcações.
Durante algum tempo operou na Madeira com o ferry “Armas”, mas depois desistiu, numa polémica que envolveu o Governo Regional de João Jardim.
Na altura o governo madeirense emitiu um esclarecimento, na sequência da notícia publicada no Diário de Notícias do Funchal, com o título “Miguel de Sousa traz Armas de volta”.
No documento distribuído à comunicação social, o governo dizia que “não foi por decisão do Governo Regional que o armador Naviera Armas abandonou a linha marítima entre a Madeira e Portimão, nem muito menos foi expulso, como absurdamente se refere na notícia. Foi uma opção exclusivamente sua que, aliás, recorde-se, foi comunicada, por carta, ao Governo, só depois de já ser conhecida pelos seus clientes. Relembre-se que, na altura da opção pela saída da linha, o armador pedia, simultaneamente, a isenção total dos custos das taxas portuárias ao Governo Regional e solicitava aumentos substanciais aos seus clientes, conforme foi noticiado pelos órgãos de comunicação social. A isenção total das taxas portuárias que era pretendida contrariava e feria o princípio da livre concorrência, num mercado que, sendo aberto, tem a operar outras companhias de transporte marítimo, que não usufruiriam das mesmas condições. Tal como sempre foi afirmado pelo Governo Regional, a operação nesta linha está aberta a qualquer operador que o pretenda e não carece senão do respectivo licenciamento, nos termos previstos na lei, o que até agora este armador não fez.”

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