Álamo Meneses diz que é “inadmissível” um novo porto em Ponta Delgada

alamo-meneses-635x340Álamo Meneses, Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, considerou no Conselho de Ilha da Terceira que é “inadmissível” que se queira construir um novo porto em Ponta Delgada, quando a capacidade do porto da Praia da Vitória não está a ser totalmente explorada.
De acordo com o jornal terceirense “Diário Insular”, que descreve o que se passou na reunião daquele Conselho de Ilha, Álamo Meneses também considerou que a distribuição de verbas da Associação de Turismo dos Açores pelas diferentes ilhas é “uma inaceitável catástrofe”.
As declarações foram proferidas aquando da discussão para parecer sobre o Plano da Região para 2016.
O Conselho de Ilha da Terceira deu parecer positivo ao documento, mas deixou várias recomendações ao governo.

Reivindicações estratégicas

Segundo relato do “Diário Insular”, a reunião, que decorreu, anteontem, em Angra do Heroísmo, focou-se sobretudo na discussão do Plano da Região, mas mais do que as medidas previstas no plano foram discutidas as obras que ficaram por fazer e as opções estratégicas que não têm sido tomadas.
Para Sandro Paim, da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo, mais do que discutir as verbas inscritas é necessário reivindicar medidas estratégicas que dêem competitividade à Terceira nas áreas da logística, do turismo e da agricultura.
Tanto o presidente da CCAH, como o presidente da Associação Agrícola da Ilha Terceira reivindicaram a melhoria dos transportes de carga.
Segundo Sandro Paim, o Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira (PREIT) previa duas ligações marítimas directas à Terceira, mas para os empresários bastava uma ligação, desde que chegasse nos dias certos.
Para o presidente da CCAH, a candidatura a fundos comunitários para as obras no Porto da Praia da Vitória tem de ser realizada já em janeiro e o Governo Regional não necessita de efectuar qualquer investimento.
O empresário sugere que se abra a gestão do porto a privados, que garantam o valor não comparticipado por fundos comunitários.
Por outro lado, o terminal de cargas no Aeroporto das Lajes é fundamental para Sandro Paim, que alertou para os atrasos no transporte de mercadorias por via aérea, desde que a rota para a Terceira foi liberalizada.
As verbas inscritas no plano para a qualificação e promoção do turismo não são claras, na opinião do presidente da CCAH, já que não especificam que montantes são destinados a cada ilha.

Aprovado por maioria, com uma abstenção

Já Luís Rendeiro, deputado regional do PSD, considerou que o Plano para 2016 é igual aos documentos apresentados em anos anteriores e que, por isso, não tem “credibilidade”.
José António Azevedo, da AAIT, salientou que tendo em conta a conjuntura atual dificilmente será criada uma nova fábrica de lacticínios na Terceira, defendendo um apoio específico do Governo Regional para o sector leiteiro da ilha e uma atitude de pressão sobre a fábrica existente.
Também Cláudia Cardoso, deputada regional do PS, disse que emitir um parecer contra o Plano era estar contra as obras propostas no documento para a ilha Terceira.
O parecer foi aprovado por maioria, com uma abstenção do deputado municipal do PSD, que justificou o voto com o facto de se atribuir um parecer positivo ao plano, concordando ainda assim com as recomendações - noticia o “Diário Insular”.

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