Açores estão na moda no continente e no estrangeiro: operadores, televisões, jornais, feiras e restauração

turistas PDLA palavra Açores está a fazer magia nos quatro cantos do mundo. Graças às low-cost e ao respectivo crescimento turístico, os Açores estão a ser mais falados lá fora e já não só como destino turístico. A moda em vários restaurantes continentais é ter na ementa pratos dos Açores. Desde a alta cozinha dos bons hotéis até aos restaurantes mais recônditos do rectângulo, fazem-se jantares de degustação com produtos dos Açores. A Agência Abreu escolheu duas ilhas açorianas com o estatuto de destino convidado, televisões e jornais fazem comentários elogiosos e até dão dicas a quem pretende visitar as nossas ilhas...

 

Televisão canadiana faz filme turístico sobre os Açores

Uma equipa de televisão do Canadá vai estar nos Açores nos próximos dias para realizar um filme turístico sobre a nossa região.
Trata-se de uma série intitulada “99 Things to do in Portugal”  (99 coisas para fazer em Portugal), que inclui ainda filmagens no norte do país, sobretudo Porto, Minho e Douro.
A ideia é recolher algumas das principais experiências que fazem parte destes destinos turísticos, como forma de promoção no mercado canadiano.
A série de televisão, produzida pelo canal canadiano ‘Evasion’, que tem uma programação em torno de temáticas como turismo, viagens e aventura, vai ter 13 episódios, com a duração de 45 minutos cada.
O objectivo é promover a riqueza e a diversidade da oferta turística de cada região e o programa destaca produtos distintos como o património tradicional e contemporâneo, a oferta cultural, o turismo de natureza, a gastronomia e os vinhos.
A série televisiva vai filmar no Porto e Norte de Portugal até ao dia 4 de Novembro, seguindo depois para outras regiões turísticas portuguesas, designadamente Lisboa, Alentejo, Algarve, Madeira e Açores.
A iniciativa resulta de uma iniciativa conjunta organizada pelo Turismo de Portugal e pelas várias agências regionais de promoção externa.

Agencia Abreu promove os Açores

A edição impressa do catálogo Expo Abreu – Mercado de Viagens de Inverno já está disponível a nível nacional. Tem 388 páginas, numa tiragem de 110 mil exemplares e apresenta um vasto conjunto de propostas a preços convidativos, com especial promoção para algumas ilhas dos Açores.
O catálogo, que contempla viagens a realizar até 30 de Março de 2016, oferece descontos que, em alguns produtos, podem chegar aos 50%.
As propostas apresentadas no catálogo, distribuído em toda a rede de lojas Abreu, passam pela hotelaria nacional – continente, Açores e Madeira –, Baleares e Canárias, cidades da Europa e cidades do Mundo, especial Turquia e Grécia, Caraíbas (voos especiais), praias exóticas, grandes viagens, cruzeiros, neve, parques temáticos, especial ano novo e especial Páscoa.
O certame realiza-se nos dias 7 e 8 de Novembro, em Lisboa, Pavilhão 3 da FIL, Parque das Nações, e simultaneamente em 90 das 150 lojas próprias da rede Abreu, incluindo os Açores.
A Expo Abreu deste ano conta ‘main sponsors’ os Açores, o Algarve, a TAP e a Royal Caribbean Cruise Lines, sendo que as Ilhas Graciosa e Santa Maria partilham o estatuto de destino convidado.

Jornal “Público” aconselha 3 poisos em Ponta Delgada

“Por simplificação de linguagem, ouve-se dizer que os Açores estão na moda e que a região se transformará rapidamente num destino turístico privilegiado. O caso é que não se trata, obviamente, de um qualquer fenómeno de moda, sendo antes a consequência natural da conjugação de características e potencialidades únicas: as condições naturais e geográficas; o mar e os produtos da terra; e um povo bem-disposto, acolhedor e que cultiva com orgulho e zelo a sua cultura e tradições”, é assim  que começa um texto do jornal “Público”, assinado pelo jornalista José Augusto Moreira, que esteve recentemente em S. Miguel.
“Tudo isto potenciado, sim, pela abertura do espaço aéreo às companhias de baixo custo e a permitir uma maior afluência de visitantes. E basta uma pequena ronda pelas ruas de Ponta Delgada para nos apercebermos do movimento de novidade que por ali anda. Dos bares e oferta alternativa de alojamento aos populares tuk tuk que se atravessam na circulação pela marginal e zonas históricas”, acrescenta.
No longo texto, no suplemento Fugas, são feitas sugestões elogiosas a pontos turísticos de S. Miguel, destacando a gastronomia nalguns restaurantes, nomeadamente três, que passamos a transcrever:

Cantinho do Cais
Molho de peixe e polvo guisado
Na zona norte da ilha, bem junto às famosas plantações de chá da Gorreana, o Cantinho do Cais é um bom poiso para quem queira experimentar a mais representativa cozinha regional. Preços mais que razoáveis, ambiente simples e acolhedor e um serviço simpático e eficaz. Começou por estar num espaço privilegiado, com enquadramento paradisíaco junto ao cais e praia de Porto Formoso, mas o reconhecimento e a cada vez maior afluência de clientela “puxaram-no” para cima, a meia encosta, e na zona de crescimento da aldeia.
Está agora de costas para o mar, num edifício novo com duas salas e uma zona de café ao meio, na área de entrada. Há alguns lugares para estacionamento na frente do prédio e um acolhedor telheiro/esplanada onde se pode preguiçar e tomar uma bebida.
A lista exibe sobretudo a grande diversidade de peixes locais, variando consoante o que a lota dá diariamente. Mas são sempre para cima da meia dúzia, de qualidade excelsa e o mais difícil será sempre prescindir de algum. Grelhados ou fritos.
A rica sopa de peixe é absolutamente obrigatória. Vem à mesa em terrina e é difícil resistir a uma segunda ou terceira ronda. Para uma incursão na cozinha tradicional local, o molho de peixe ou o polvo guisado são imprescindíveis. O primeiro é um estufado com vários peixes, pimento, tomate, batata e aromatizado com folhas de hortelã. No fundo uma caldeirada com o sabor único dos peixes do mar dos Açores.
O polvo guisado é refogado em vinho de cheiro (o produto directo ou “americano” que há muito está proibido no território continental) e sempre bem apaladado de sal e pimenta da terra. Cuidado com os estômagos ou paladares mais sensíveis, sendo aconselhável pedir à cozinha contenção no uso daqueles ingredientes. Este é talvez o prato mais popular em São Miguel (a par do cozido, claro), sendo o de maior fama aquele que se faz nos Mosteiros, localidade na zona mais ocidental da ilha.

Caloura Bar-Esplanada
Peixes na grelha com os pés no mar
Este é um daqueles lugares sobre os quais se escreve sempre com a maior relutância. No fundo, o que mais se deseja é que permaneçam sempre como aqueles segredos que se partilham apenas em contexto restrito. A grande afluência e massificação são uma ameaça fatal.
Facilmente se percebe que o enquadramento natural é o principal — e irresistível — atractivo. Há uma enorme escarpa que abriga um portinho de pesca, um paredão que se adentra nas águas densas e salinas e, na ponta, uma piscina de fundo azul permanentemente invadida pelas águas do mar. O cenário é idílico!
Há um terraço à sombra das árvores onde uma cobertura transparente como que improvisou o espaço do restaurante. É aí que batem as ondas e o permanente murmúrio envolto no movimento dos calhaus rolados convida a ficar o dia todo. Entre mergulhos e copos da irresistível cerveja local, a Especial, o serviço de refeições arrasta-se pela tarde inteira.
Além das lapas grelhadas, gambas e chicharros fritos (carapauzinhos), a oferta restringe-se aos peixes grelhados. Servidos em postas generosas, de suculência e sabor infinitos que resistem até a algum excesso de exposição ao fogo que é (ainda) típico da cozinha local. Como complemento, batatinhas cozidas com casca e um bufett de salada, com tomate, alface e uma salada de feijão-?-fradinho.
Dos peixes do dia, provaram-se lírio, espadarte, barrigas de albacora e anchova. Mesmo sacrificados pelo calor, estes peixes são de sabor e suculência únicos.
Carta de vinhos assente na oferta local, onde, mesmo assim, faltam os de melhor qualidade.

Forneria São Dinis
Conceito e modernidade à beira-mar plantados
Tal como o nome indica, os fornos a lenha são os grandes protagonistas deste espaço moderno que cruza a lógica da degustação das pequenas porções com pratos de maior resistência, como as pizzas e costeletão de vaca açoriana. Há a vontade de cruzar a cozinha de base mediterrânica com os produtos e tradições da cozinha local e o resultado é bem interessante e apelativo.
A par do conceito, a atractividade decorre também da localização, em frente ao mar, e numa zona até agora pouco dignificada, no prolongamento da marginal, depois do Forte e do porto pesqueiro.
Decoração moderna e descontraída e ambiente convivial. Toda a fachada é envidraçada, havendo uma espécie de avançado com bancos corridos, e uma sala com ambiente mais formal no primeiro piso. O forno está logo à entrada por detrás do balcão e é aí que tudo se passa.
A ementa divide-se entre “Petiscos” como carpaccio de lombo de novilho, camarão ou cogumelos ao alho, bombons de morcela com maçã e ananás dos Açores e pica-pau de vaca açoriana, sopa ou saladas “Da Nossa Horta”, pastas e pizzas de sabor italiano. Para os “Almoços Forneria” há bacalhau à Brás, polvo à lagareiro, lombo de bacalhau no forno com batatas a murro, nos peixes, enquanto nas carnes se destaca o costeletão de vaca açoriana — boa carne e muito bem tratada —, costelinhas de porco, bife, língua de vaca, rabo de boi, arroz de pato e alheira de caça.
Conceito moderno de cozinha, serviço e empratamento, em ambiente a condizer num espaço com estilo. Boa oferta de vinhos, uma clara mais-valia numa região onde este é um dos aspectos ainda mais descurados.
Um ar de novidade em Ponta Delgada, que também pelo estilo e espaço se recomenda”.

Açores chegam a Abrantes

O restaurante Cascata, em Abrantes, está a proporcionar aos seus clientes uma viagem gastronómica aos Açores, através da confecção de pratos da cozinha tradicional com ingredientes destas ilhas, nomeadamente peixes e carnes de bovino, conhecidos pela qualidade, pelo sabor e pela delicada textura quando se saboreia.
“A diferença está na certeza do que se está a comer. Sabemos que os peixes crescem em ecossistemas naturais preservados, que são pescados na altura certa e de uma forma que não interfere com o meio ambiente marinho, proporcionando maior qualidade, o mais refinado sabor e a segurança de ser uma alimentação altamente saudável”, lembra a proprietária, Fernanda Martins.
Os produtos açorianos chegam ao continente devidamente acondicionados e prontos para se transformarem em pratos deliciosos que se distinguem pelos inconfundíveis aromas do mar, pela carne de vaca tenra e suculenta. Os licores são um complemento importante.
O restaurante Cascata aderiu aos produtos açorianos com o objectivo de acompanhar a inovação na cozinha portuguesa, mantendo sempre a qualidade da confecção e a distinção dos sabores. “Todas as quintas-feiras recebemos peixe e carne dos Açores, e também o licor de amoras que será uma oferta nossa no fim das refeições nos nossos restaurantes. Sabemos que estes produtos são da máxima qualidade e que só assim podemos estar na vanguarda da cozinha e continuar a surpreender os nossos clientes”, diz Fernanda Martins.
Entretanto, na passada sexta-feira, o Restaurante Grill D. Fernando, no Altis Grand Hotel, recebeu o Jantar Açores em Lisboa. O chef Rui Santos Silva, responsável pelo espaço, convidou os chefs Cláudio Pontes e Nuno Santos, do restaurante Anfiteatro, em Ponta Delgada, para prepararem em conjunto uma refeição só com produtos açorianos.
No final houve um sorteio de uma viagem aos Açores.

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