Grupo de três motards marienses parte em aventura de duas rodas no início de Maio
- Detalhes
- Publicado em 29-03-2016
- Escrito por Olivéria Santos
Intitulam-se equipa Colombo e dela fazem parte os marienses Paulo Resendes, Emanuel Cabral e Paulo Chaves que se propõe visitar, de moto, alguns pontos de Portugal Continental.
Assim, entre 1 e 12 de Maio estes três amigos, que têm em comum o amor pelas duas rodas, pretendem concretizar uma ideia que começou em Junho de 2015.
Aliando o útil ao agradável, esta equipa pretende também dar a conhecer e divulgar os encantos da ilha de Santa Maria, contando para isso com alguns apoios de quem viu neste projecto uma ideia interessante e um bom instrumento de promoção da ilha do sol.
O Diário dos Açores foi falar com os promotores do projecto «Cagarros de Norte a Sul» que revelaram os pormenores desta aventura.
Diário dos Açores - Em que consiste este projecto?
Paulo Resendes (PR) - Este é um projecto que se enquadra no Mototurismo e, como tal, a intenção é, claramente, conhecer sobre rodas o nosso país utilizando como meio de transporte a moto. Neste caso idealizamos oito dias de estrada, em que pretendemos conhecer muitos dos recantos do norte e interior do país, acabando no Sul.
Contudo, a ideia inicial de conhecer Portugal de Norte a Sul passou também a ser um projecto de divulgação da ilha de Santa Maria. Ou seja, de forma diferente e em locais escolhidos previamente, dar a conhecer aos continentais muitas das ofertas turísticas marienses, onde se destaca para além da vertente paisagística e as boas referências marienses nesta área, o Festival Santa Maria Blues, que é um dos festivais do género com mais reputação em Portugal.
Quem está envolvido neste projecto?
Emanuel Cabral (EC) - O projecto envolve três casais, Paulo e Ilda Resendes, Emanuel e Sónia Cabral e ainda Paulo e Lubélia Chaves, e claro as inseparáveis e imprescindíveis, companheiras de viagem, as motos (duas Honda Transalp e uma Suzuki V-Storm).
Quem teve esta ideia e porquê?
Paulo Chaves (PC) - O projecto teve uma génese mútua. Ou seja, uma vontade comum dos três mototuristas marienses em fazer algo diferente fora da nossa terra. Assim juntaram-se as vontades e iniciou-se o projecto em Junho de 2015. Mas a ideia de fazer algo do género, é algo que já vem de há muitos anos. Tendo em conta a nossa situação de ilhéus, pretendemos sempre conhecer mais, e nós motards queremos, por norma, conhecer outras realidades, outras estradas, outras vilas, outras cidades, no fundo é uma aventura diferente…
Como tem sido a preparação?
PR - Tendo em conta a nossa pouca experiência neste tipo de aventuras, e sem grandes exemplos locais a quem pedir conselhos, temos levado a preparação ao pormenor. Temos, por exemplo, a noção que a nossa frescura física, é uma das principais vertentes a ultrapassar ao longo do percurso, pois realizar médias de 350 a 400 km por dia, em pisos de terra ou asfalto, temos que obrigatoriamente estar preparados.
Para além desta preocupação, temos a preparação obrigatória das motos, que vai desde a mecânica, até à logística dos transportes marítimos com as habituais contingências de viver em ilhas, mas que estamos habituados.
De resto, vão aparecendo alguns problemas, mas com a devida antecedência e muita persistência, temos conseguido ultrapassá-los.
São precisos cuidados especiais?
PC - Os cuidados são os normais de quem anda e viaja de moto. Devemos ter atenção a pormenores tão básicos como travões, pneus ou óleo. Ou seja, tudo pormenores de quem regularmente usa a moto como meio de transporte.
Para além da vertente lazer, já aqui disseram que também há o objectivo de dar a conhecer Santa Maria. Como pretendem fazê-lo?
EC - Claramente a aventura enquadra-se na vertente do mototurismo. Mas, felizmente e como para além de marienses que vêem nas motos um grande hobbie, também somos indivíduos (bem como as nossas esposas) que gostamos muito da nossa terra.
Por isso, a possibilidade de fazer divulgação da nossa terra apraz-nos muito, um gozo que é reforçado com a possibilidade de junto dos eventuais interessados continentais, mostrar e divulgar que se faz no meio do atlântico um grande festival de blues, que tem trazido a Santa Maria dos mais reputados nomes do Blues mundial.
Para quando está programada a viagem e terá a duração de quanto tempo?
PR - A viagem terá a partida de Santa Maria a 1 de Maio e regressaremos a 12 de Maio, na estrada estaremos entre 2 e 9 de Maio.
Têm algum idealizado, ou irão aventurar-se sem rumo definido!?
PC - A viagem está a ser preparada ao pormenor, pois a intenção é percorrer muitos dos belos recantos portugueses, situados essencialmente a norte e interior do país. Temos idealizadas passagens por aldeias histórias, locais de interesse paisagístico, paisagens protegidas, parques naturais e muitos outros locais.
Trata-se de um projecto que envolve um grande esforço financeiro?
EC - Sim, claramente é um projecto que terá um encargo financeiro um pouco mais avultado do que se fosse, por exemplo, um motard de Lisboa ou Porto que ponderasse fazer algo do género. Para além das viagens das motos via marítima, existem as passagens áreas, os alojamentos, e no nosso caso em particular tivemos que adquirir material para equipar as motos para efectuar uma viagem deste género, pois é algo que regularmente nas nossas viagens localmente não necessitamos.
Haverá apoios e patrocínios?
PC - Inicialmente no projecto não estavam idealizados apoios, contudo com o surgimento da ideia de deixar de ser só conhecer e também dar a conhecer o caso mudou de figura.
Abordamos a organização do Festival Santa Maria Blues, e outros interessados vieram ter connosco, na tentativa de ser uma divulgação ambulante das nossas actividades turísticas marienses. Neste sentido, optamos também por abordar algumas empresas, na maioria na área da actividade turística que, de imediato, acharam a ideia muito interessante e optaram por dar o seu apoio.
Importa referir que estes apoios são sempre importantes e para darmos também algum retorno criamos um blogue e uma página no faceboock onde, com assiduidade, divulgamos tais apoios.
Temos o apoio da Associação Escravos da Cadeinha apoiada pelo Município de Vila do Porto, para a divulgação do Festival, das empresas Paralelo 37, Casa do Norte, ETE Logística, Carpintaria Perdigão, Remaçor, J.Costa e Filhos Lda., Talhos Ilha do Sol e André Oliveira. Outro patrocínio que consideramos muito interessante é o da Casa dos Açores do Norte, que nos possibilitará uma noite muito agradável, na sua sede onde faremos a apresentação da nossa aventura e faremos a divulgação de eventos e marcas marienses.
Como se desenrolará a logística no terreno, nomeadamente, refeições e dormidas?
PC - Como em qualquer aventura sobre rodas, decerto existirão alguns imprevistos que teremos que resolver no momento. Em relação à comida, tentaremos também que seja um roteiro gastronómico. Ou seja, nos locais onde iremos tomar as refeições, preferencialmente iremos “provar” as iguarias das terras. Em relação às dormidas serão escolhidas no local da pernoita.
Quais são, para já, as expectativas do grupo envolvido?
PR - Este grupo já é por natureza, um grupo dinâmico na área do mototurismo mariense e regional. Assim a nossa intenção passa por reforçar os laços de amizade entre os seis elementos que compõem este grupo e, se possível, sairmos deste 12 dias de viagem mais ricos culturalmente.
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