“Loja Comunitária” é exemplo de economia solidária

O Vice-Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada afirmou que a abertura da “Loja Comunitária” dos Arrifes, que funciona, desde segunda-feira, nas instalações do Centro Social e Paroquial Nossa Senhora dos Milagres, enriquece a comunidade local e sinaliza os tempos da atualidade.
“Há uma crise económica e financeira no mundo e no país que, pelo seu impacto, cria dificuldades na sociedade e se expressa numa crise social, por via do desemprego e do aumento do custo de vida das famílias. Esta iniciativa constitui-se numa ideia solidária, numa reação pela criatividade, é um exemplo de Economia Solidária”.
A “Loja Comunitária”, uma parceria da Junta de Freguesia, Patronato de São Miguel, técnicos sociais e forças vivas dos Arrifes, foi considerada um exemplo a seguir e mostra como iniciativas de Economia Solidária, de que o microcrédito é um exemplo de grande impacto, podem contribuir para o desenvolvimento da Economia.
Segundo o Vice-Presidente da Câmara de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, é possível, em conjuntura de crise, compactibilizarem-se os interesses económicos do mercado com a solidariedade social.
Na “Loja Comunitária” dos Arrifes, que venderá peças de vestuário em segunda mão a preços muito simbólicos a famílias que enfrentam maiores dificuldades, o responsável político considerou que as iniciativas de Economia Solidária que não serão “inimigas” dos mercados, mas sim parceiras para um desenvolvimento sustentado.
A Economia Solidária resulta, muitas vezes, de parcerias entre entidades públicas e instituições privadas “sem concorrência ao mercado oferecendo espírito de partilha”. Pode haver “um cruzamento de interesses entre o mercado, como o comércio tradicional, e as iniciativas de apoio comunitário. Tudo é possível de se compatibilizar. A crise deve ser combatida pelos mercados com alternativas e as necessidades sociais com oportunidades”, frisou o responsável.
O conceito da nova “Loja Comunitária” serviu de exemplo para o que defendeu. “Esta loja representa o conceito de reutilização da própria vida e produção. Do mesmo modo como na natureza nada se perde, tudo se transforma, também, aqui, o vestuário comprado no comércio (mercado) que as famílias com mais recursos deixam de utilizar são postos à disposição de quem mais precisa, sendo aproveitados”.
Para o responsável camarário, o projeto dos Arrifes é, ainda, uma mais-valia para as acções que a Câmara Municipal, através da sua Divisão de Ação Social, tem vindo a desenvolver no concelho através do projeto “Uma Dádiva”.