Comissão de Trabalhadores da Sata Internacional pede esclarecimentos à tutela

sata aviões pdl 2A Comissão de Trabalhadores (CT) da Sata Internacional Azores Airlines, numa carta aberta, endereça à Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas, veio pedir esclarecimentos “quanto ao que se espera da empresa para a qual trabalham, muitos há mais de duas décadas”. Diz a CT que, “com efeito, não é justo nem digno que estes [trabalhadores] venham a conhecer os contornos da alienação de capital e o seu impacto na organização através dos media e dos inesgotáveis comentários que determinadas notícias suscitam”.

Por este motivo, a Comissão de Trabalhadores diz querer saber “de que forma está acautelado o serviço público, a mobilidade dos açorianos e a manutenção das rotas até aqui conquistadas e, durante vários anos, geradoras de lucros significativos”. Ou seja, avança a CT, “que plano de exploração se exige ao investidor, a curto, médio e longo prazo, qual o retorno financeiro expectável e que meios humanos o sustentam, bem como a acção necessária à recuperação da velha e boa imagem Sata Internacional. Por fim, que explique se existe alguma intenção de abrir o capital aos trabalhadores, envolvendo-os no processo de recuperação da sua empresa”.

Por outro lado, a CT pede à Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas que “faça cumprir os pressupostos estabelecidos pela lei, no que diz respeito ao envolvimento das comissões de trabalhadores no controlo da gestão e da remodelação estrutural em curso, sobretudo por estarem em causa alterações significativas ao normal funcionamento da empresa”.

Entende a Comissão de Trabalhadores da Sata Internacional Azores Airlines, que uma vez que os funcionários da transportadora aérea regional são “profundos conhecedores da realidade da organização e observadores dos seus vícios de longo termo”, que “os trabalhadores têm direito a, activamente, afiançar a utilização do maior espírito crítico nas acções de mudança, porquanto seja o sucesso e a respectiva garantia de postos de trabalho o seu objectivo mais específico e na medida em que, bem analisada a prestação da linha mais baixa da hierarquia, nada há a apontar-lhe, a menos que de tal existam evidências”.

A finalizar, a CT exige, por isso, da tutela a “confirmação cabal” de todas estas matérias, requerendo, “a maior prudência e transparência na abertura de capital a privados, assegurando-se os superiores interesses da companhia, do povo açoriano e dos trabalhadores da SIAA”.

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