Tecnoparque “impulsionará o futuro desenvolvimento da Lagoa”, diz Cristina Calisto

Cristina Deqc MotaA Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Cristina Calisto, defendeu que o Tecnoparque irá impulsionar o futuro desenvolvimento daquele concelho.

“O Tecnoparque reflecte uma visão de futuro para o concelho da Lagoa, por via de investimentos únicos ao nível da ilha e até dos Açores, amplamente discutidos no período de campanha eleitoral, tendo o PSD apresentado um modelo de viabilização económica para aquela área muito diferente e que foi chumbado, de forma inequívoca pelos lagoenses”, afirmou a autarca, acrescentando que “cabe à Câmara Municipal, liderada maioritariamente pelo PS, trabalhar no projecto aprovado pelos lagoenses, aquele que tem mais viabilidade, mais retorno económico e gerador de maior riqueza para a Lagoa.”

As declarações de Cristina Calisto surgem na sequência da posição manifestada pelo PSD da Lagoa, que defendeu que “os terrenos que foram comprados pela Câmara Municipal da Lagoa, e que actualmente são pertença da empresa Portas da Lagoa S.A., como consequência da realização das infraestruturas do Tecnoparque, deverão voltar a ser propriedade do município uma vez que são os lagoenses que estão a pagar todo o custo daquele empreendimento, desde a aquisição de terrenos, elaboração de projectos e realização de infraestruturas”.

“O PSD Lagoa defende que a renda contratualizada para os próximos anos - que ultrapassa os 900 mil euros anuais e representa mais de 2500 euros por dia - são um valor excessivo, uma vez que o contrato em causa não dá o direito dos imóveis voltarem a pertencer à Câmara Municipal no final do contrato de arrendamento que acontecerá em 2041”, referia o partido da oposição em comunicado, considerando que a “actual situação é lesiva para o concelho”.

A presidente do concelho lagoense esclarece, no entanto, que “o Tecnoparque é um investimento desenvolvido pela autarquia da Lagoa e gerido pelas Portas da Lagoa S.A., cujo propósito há muito foi apresentado em diversas assembleias municipais e reuniões de câmara, onde foram expostas propostas que visassem o desenvolvimento daquela área de expansão, tendo as mesmas sido discutidas e aprovadas, com total transparência, bem como seguiu todos os parâmetros legais devidamente verificados pelas entidades fiscalizadores.”

Cristina Calisto acrescenta que “às câmaras municipais e às associações sem fins lucrativos não compete a criação de lucros, mas antes a dinamização económica, social, desportiva, cultural e turística de um território que é o que está subjacente ao modelo de gestão do Tecnoparque”. Para a autarca, “o mais importante não será ter a posse de um terreno, mas, sobretudo, trazer grandes investimentos para os mesmos, de que é exemplo o hospital Internacional dos Açores, investimento privado e outros projectos que serão anunciados oportunamente”.

Cristina Calisto considera ainda “lamentável a atitude da actual oposição do PSD na Lagoa que parece ser contraditória, quando há duas décadas atrás o projecto Tecnoparque apresentado na Câmara Municipal foi acusado pela oposição de ser utópico e megalómano por já demonstrar uma visão futurista àquela data difícil de entender para estes. Depois, veio a acusação de ser um investimento muito caro para os lagoenses. Mais tarde, e com a crise económica, o PSD voltou a criticar que o Tecnoparque não passava de um conjunto de terrenos abandonados sem investimento, e agora, voltam a criticar numa altura em que a visão futurista vem a concretizar - se, bem como se torna evidente os investimentos e o retorno destes para o concelho da Lagoa, trazendo dinamização económica, criação de emprego, arrecadação de impostos para o concelho e novas áreas de negócio inexistentes, até à data, na Lagoa.