Venda de automóveis novos continua em alta

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venda automóveis fev 18A venda de automóveis novos nos Açores continua em franca ascendência nos dois primeiros meses deste ano.

Segundo revelou ontem o SREA, em Fevereiro passado foram vendidos na região 324 veículos novos, quando no mesmo mês do ano passado tinham sido 293.

Já em Janeiro tinha-se registado um crescimento, de 263 para 301.

No conjunto dos dois meses a venda já totaliza este ano 625 viaturas, quando no período homólogo do ano passado era de 556.

O maior número de vendas regista-se nos ligeiros de passageiros, que passou, em Fevereiro do ano passado, de 246 para 266 este ano.

Os ligeiros de mercadorias também registam um crescimento, de 38 para 45.

Os pesados de mercadorias são os que registam uma descida, de 4 para 1.

No total das vendas de viaturas regista-se um aumento de 6,40% nos últimos 12 meses e de 6,20% nos últimos três.

 

Fabricantes atrasam os eléctricos

 

Os fabricantes de automóveis estão a atrasar o lançamento de veículos menos poluentes e a actualização dos actuais modelos para garantir lucros, mas prejudicam consumidores e clima, apesar de cumprirem metas de redução de emissões, conclui um estudo agora divulgado.

O trabalho, da Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E), divulgado em Portugal pelas associações ambientalistas Quercus e Zero, que pertencem à organização, refere que, na Europa, as empresas que fabricam automóveis estão a travar as vendas de veículos eléctricos e as actualizações para tornar mais eficientes e mais limpos os atuais modelos.

Na análise sobre as emissões de dióxido de carbono (CO2) da frota de novos veículos ligeiros, tanto de passageiros como comerciais, em 2017, o estudo conclui que, ao travar as vendas de veículos com menos emissões para assegurar ganhos, os fabricantes estão a prejudicar o clima e os consumidores.

De acordo com o documento, na Europa, no ano passado, apenas seis dos 50 modelos mais vendidos de ligeiros foram actualizados, mas 21 serão relançados como modelos mais eficientes e com menos emissões de CO2 até 2020.

O número de modelos eléctricos deverá subir cinco vezes, para um total de 100, em 2021, aumentando a autonomia, a escolha e a concorrência entre as marcas e a maioria dos fabricantes europeus, exceto a Fiat, devem cumprir as metas de redução das emissões de gases com efeito de estufa naquele ano em toda a frota, em parte devido à venda de mais carros elétricos e híbridos ‘plug-in’, aponta o trabalho.

Os resultados da análise da T&E referem ainda que o aumento das vendas de utilitários desportivos (SUVs) e da potência dos motores estão a resultar no acréscimo de emissões.

Para os ambientalistas, o estudo evidencia que os fabricantes de automóveis “persistem no falso argumento” de que não conseguem cumprir as suas metas de emissões de dióxido de carbono, argumentando com a quebra nas vendas de carros a gasóleo, enquanto apostam em modelos SUVs, potentes e ineficientes, “para maximizar os lucros”.

As organizações ambientalistas lamentam esta estratégia da indústria automóvel para tentar demover os reguladores de avançar com novas metas mais ambiciosas para 2025 e 2030 e alertam os decisores políticos para que “não se deixem enganar”.

A Quercus exige a definição de limites mais restritos de emissão de dióxido de carbono para 2025, metas para a venda de veículos eléctricos e garantias de que as reduções de emissões acontecem na estrada e “não apenas nos laboratórios dos fabricantes”.

Também a Zero salienta que o resultado deste procedimento dos fabricantes automóveis é o aumento das emissões e faturas de combustíveis mais caras.

Os veículos ligeiros de passageiros e comerciais emitem dois terços do CO2 nos transportes, o setor que mais emite deste gás com efeito de estufa na UE, representando 27% do total de emissões.