Marcelo vai encerrar debate sobre economia açoriana moderado por Jaime Gama

Marcelo - jornalistasO Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai encerrar um debate sobre economia e desenvolvimento, no dia 9 de Junho, em Ponta Delgada - soube o nosso jornal.

Promovido pelo Fórum Económico e Social, formado pelas três Câmaras do Comércio e Indústria, Federação Agrícola dos Açores e UGT-Açores, o colóquio e debate vai decorrer na manhã e tarde do dia 9, no Hotel Azor, com vários oradores e temas em discussão.

Da parte da manhã, segundo apuramos, Lalanda Gonçalves, sociólogo da Universidade dos Açores, fará uma intervenção sobre o desemprego, Fernando Diogo, também professor universitário, falará sobre pobreza, Gualter Furtado, Presidente da Comissão Executiva do Novo Banco dos Açores, falará sobre o financiamento da economia açoriana,  Mário Fortuna, Presidente da Câmara do Comércio de Ponta Delgada, intervirá sobre as actividades que geram mais valor e Tomás Dentinho, da Universidade dos Açores, falará sobre modelos de desenvolvimento.

À tarde, a partir das 14 horas, os mesmos oradores juntar-se-ão em forma de debate, com moderação de Jaime Gama, antigo Presidente da Assembleia da República, que depois elaborará uma síntese de toda a discussão.

É nesta altura que Marcelo Rebelo de Sousa irá participar na sessão de encerramento, ouvindo a sínteses dos trabalhos por Jaime Gama, seguindo-se a intervenção do Presidente da República, que estará em Ponta Delgada para presidir às comemorações do Dia de Portugal, seguindo a 10 para os EUA.

 

Reunião amanhã na Horta

 

Entretanto, amanhã, as três Câmaras do Comércio e Indústria dos Açores, com a presença da UGT-Açores, reunir-se-ão ao princípio da tarde na cidade da Horta.

Estas estruturas, que fazem parte do referido Fórum Económico e Social, irão analisar, no Hotel Fayal, a situação da Economia dos Açores e o desemprego.

Recorde-se que esta parceria entre empresários, agricultores e UGT-A tem vindo a defender várias propostas no âmbito da economia açoriana, entre as quais um pacote fiscal que promova uma redução do IVA e do IRS.

No último encontro, o Fórum assinalou que seria importante salvaguardar uma despenalização fiscal em sede de IRC para fazer face aos encargos resultantes do acréscimo ao salário mínimo, numa região com uma economia “cada vez mais pública”. Manifestaram uma “satisfação bastante grande” com a “disponibilidade inicial do Governo regional para o diálogo e os avanços conseguidos” visando a constituição do Conselho Económico e Social, um organismo que vai funcionar sob o comando de uma entidade escolhida por dois terços do parlamento regional, em substituição do actual Conselho de Concertação Estratégica, que funciona “sob o comando do Governo”.