PSD/A quer saber porque doentes suspeitos de doença oncológica não têm prioridade

Luis Mauricio - ALRA2018Os deputados do PSD/Açores no parlamento açoriano querem saber por que motivo o Governo Regional não aprovou o atendimento prioritário a doentes suspeitos de doença oncológica, uma proposta que consta do documento estratégico entregue pelo Serviço de Oncologia do Hospital de Ponta Delgada ao Executivo açoriano na anterior legislatura, mas que nunca chegou a ser implementada. 

Segundo Luís Maurício, “é fundamental perceber por que motivo o Governo não aprovou e implementou esta medida” proposta e defendida no documento entregue à tutela através do Conselho Consultivo de Combate às Doenças Oncológicas dos Açores e da Comissão de Coordenação Oncológica de São Miguel. 

No requerimento entregue ontem no parlamento açoriano, o deputado e porta-voz do PSD/Açores para a Saúde sublinha que, de acordo com o director do Serviço de Oncologia do Hospital de Ponta Delgada, Rui San Bento, em declarações públicas recentes, a aprovação do documento depende da Secretaria Regional da Saúde e a implementação desta estratégia não exige o reforço de recursos humanos, mas antes de “reorganização e investimento na organização”, citou. 

“Que razões conduziram à não aprovação e implementação do documento estratégico entregue ao Governo, no qual é defendida uma estratégia que dê prioridade aos doentes suspeitos de doença oncológica para que possam rapidamente esclarecer o seu diagnóstico? Está o Governo em desacordo com o seu conteúdo? Em que aspectos concretos?”, questionam os deputados.  

Luís Maurício lembra ainda que o director do Serviço de Oncologia do Hospital de Ponta Delgada considerou a não aprovação e implementação desta medida como uma “falha muito grave”, na medida em que compromete o tempo de atendimento dos doentes com doença oncológica e o sucesso do tratamento. 

O deputado acrescenta que o “diagnóstico precoce da doença oncológica é factor determinante da sobrevida associada ao cancro”. 

“A identificação de um doente portador de um quadro clínico indiciador de doença oncológica impõe uma rápida referenciação de modo a que a investigação, através da realização dos adequados exames complementares, permita uma conclusão célere relativamente à existência, ou não, de doença oncológica”, explica o porta-voz do PSD/Açores para a Saúde.