PCP/Açores alerta para dificuldades vividas na indústria conserveira na Região

santa catarina conserveiraO Partido Comunista Português (PCP) nos Açores alertou para as dificuldades vividas pela indústria conserveira na Região, defendendo a manutenção da conserveira Santa Catarina na esfera pública, numa época de incertezas no sector privado. 

“Numa altura de grande incerteza no sector privado, o caso da Cofaco e mesmo das outras duas empresas, a Pescatum e a Corretora, e no sentido de diversificar a economia dos Açores para que a Região não fique refém do sector do turismo, é fundamental que o Governo Regional mantenha Santa Catarina como forma de orientação e de desenvolvimento, do sector conserveiro, que se encontra numa situação bastante critica”, afirmou o coordenador regional do PCP/Açores, em São Jorge.

Vítor Silva afirmou que “o Governo Regional deve de forma inequívoca apoiar o sector conserveiro, que se encontra descapitalizado, promover através de fundos comunitários e nas instâncias europeias juntamente com o Governo da República o combate ao excesso de capturas do atum de cerco e combater os ajuntamentos de cardumes feitos de forma artificial conjuntamente com a arte do cerco”. 

E “o facto de Santa Catarina estar na esfera pública pode ser um factor importante, um instrumento para dinamizar o sector, tal como foi feito no passado”, salientou Vítor Silva. 

“Falamos por exemplo”, continuou, “na introdução do marketing, do aumento de exportação dos produtos açorianos na ida a feiras e eventos internacionais nas quais a Santa Catarina teve um papel fundamental e de liderança das pequenas e medias empresas tanto no sector como noutros sectores”.

O coordenador regional do PCP/Açores frisou que o sector conserveiro tem passado por “graves problemas”, devido “às poucas capturas de pescado nos Açores nos últimos anos, aliado à dimensão reduzida de muito dessas empresas, que competem num mercado global em que a insularidade acrescenta ainda mais problemas”. 

Vítor Silva recordou o fecho da fábrica da Cofaco na Ilha do Pico e o processo de encerramento, que denotou, segundo apontou, “falta de respeito e de consideração pelas pessoas, que laboravam há anos naquela instalação”, a par da necessidade de remodelação das fábricas Corretora e Pescatum, lembrando estarem envolvidos cerca de 600 postos de trabalho directos nesta indústria na Região.