Hotelaria já admitiu este ano cerca de 200 trabalhadores

cama hotelA hotelaria tradicional já admitiu este ano, entre Janeiro e Maio, cerca de 200 trabalhadores e os custos com pessoal aumentaram, no mesmo período, mais 700 mil euros.

De acordo com os dados fornecidos pelo SREA, a hotelaria tradicional nos Açores possuia em Maio deste ano 2.153 trabalhadores, mais 119 do no mesmo mês do ano passado.

No início do ano, em Janeiro, eram 1.970, vindo sempre a crescer ao longo destes meses, sendo provável que volte a aumentar nos meses de Verão mais intensos, como é Agosto, que no ano passado chegou a atingir os 2.283 trabalhadores.

Em Maio deste ano a hotelaria tradicional registava quase 3 milhões de euros em custos com pessoal (2.897.093 euros), quando em janeiro deste ano eram pouco mais de 2 milhões de euros.

 

500 operadores de turismo vêm a S. Miguel

 

O 44º Congresso da APAVT, que vai realizar-se entre 21 e 25 de Novembro em Ponta Delgada, será dedicado ao tema “Turismo: os desafios do crescimento”.

O tema e a imagem do evento foram apresentados ontem em Lisboa, no Hotel Mundial, pelo Presidente da Associação, Pedro Costa Ferreira, e pela Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo dos Açores, Marta Guerreiro.

O Congresso da APAVT, que se realiza pela quarta vez nos Açores, tem previsto receber 500 participantes, incluindo agentes de viagens, operadores turísticos e outros profissionais do sector do turismo.

Ao apresentar o tema do Congresso, Pedro Costa Ferreira destacou que “Portugal tem tido um percurso absolutamente fantástico nos últimos anos, mas todos sabemos que os ciclos económicos não duram indefinidamente, por isso é que são ciclos”.

Por outro lado, acrescentou o Presidente da Associação, existem “desafios importantes relacionados com a interrupção de algumas operações aéreas relevantes, como é o caso da falência da Monarch, com as dificuldades de operação no aeroporto de Lisboa, com as dificuldades de operação da TAP, com o Brexit, ou mesmo com os problemas de operação turística que enfrentamos na cidade de Lisboa”.

A escolha do tema também está relacionada com a necessidade de um debate sobre os “próximos passos” dos Açores face ao crescimento notável dos últimos anos. 

Esse debate deverá ter em conta “sustentabilidade do crescimento” e “sustentabilidade do próprio destino”, afirmou Pedro Costa Ferreira.

A nível microeconómico, “apesar da visível recuperação das agências de viagens e dos operadores turísticos”, o presidente da APAVT destacou que “há todo um percurso de consolidação por percorrer, com especial ênfase na tecnologia, na formação, e nos standards de serviço”.

Pedro Costa Ferreira salientou que este será o quarto Congresso da Associação nos Açores, depois de 1995, 2006 e 2013.

Em 2013, os Açores foram “Destino Preferido da APAVT”, seguindo-se em 2014, por iniciativa da APAVT, classificação dos Açores como “Destino Preferido da ECTAA”, que é a Confederação Europeia das Agências de Viagens e Operadores Turísticos.

Em 2015, acrescentou Pedro Costa Ferreira, “envolvemos os Açores no congresso da DRV, a nossa congénere alemã, como um dos destinos dos pós tours daquele evento”.

No ano passado, em 2017, foi a congénere britânica, a ABTA, que realizou o seu congresso nos Açores e, depois do Congresso da APAVT este ano, segue-se o da CEAV, congénere espanhola, que terá lugar na Terceira em 2019.

 

Atenuar a sazonalidade

 

A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo salientou que o 44.º Congresso da APAVT  nos Açores é mais uma aposta na atenuação da sazonalidade” e evidencia que os Açores são “um destino capaz de satisfazer as expectativas dos visitantes em qualquer altura do ano, com propostas adequadas e assertivas”.

“A realização deste evento nos Açores constituirá, assim, um momento muito importante de promoção, atendendo ao perfil da grande maioria dos participantes, concretamente, agentes de viagem que promovem e comercializam potenciais destinos”, afirmou Marta Guerreiro, em Lisboa, na apresentação do congresso.

A titular da pasta do Turismo frisou que o mercado nacional “representou, em 2017, 41% do total de dormidas na Região, tendo registado um crescimento de 19%”, acrescentando que “foi praticamente atingida a cifra de um milhão de dormidas de turistas nacionais”.

“É, de longe, o maior mercado turístico nos Açores”, assegurou Marta Guerreiro, adiantando que, se for considerada apenas a hotelaria tradicional, “o peso do mercado português, em 2017, é ainda superior (51%), o que ilustra bem a importância que os canais de venda de tour operação e agências de viagem portuguesas têm no sucesso turístico do destino”.

A Secretária Regional salientou ainda que a escolha dos Açores como palco deste “importante e reconhecido congresso”, demonstra que o arquipélago é, cada vez mais, considerado “como um local privilegiado para o chamado Turismo de Eventos, no qual nos interessa, e muito, investir”.

“Não temos dúvidas da capacidade dos agentes locais na organização de eventos ‘Meeting Industry’ e, de facto, este será mais um momento para o provarmos”, frisou Marta Guerreiro, mencionando ainda a “capacidade evolutiva do Destino, tendo em conta que o último Congresso da APAVT realizado nos Açores teve lugar há cinco anos e, desde então, o sector assume uma identidade turística cada vez mais fortalecida”.