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Publicado em 11-09-2018
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Escrito por Olivéria Santos

A Universidade dos Açores (Uaç) preencheu cerca de 65% das vagas na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso. Ao todo, a academia açoriana havia disponibilizado 663 vagas tendo sido colocados 430 estudantes, quando na mesma fase do concurso de 2017 foram colocados 456.
Após os resultados da primeira fase do concurso nacional de acesso, na universidade dos Açores sete cursos ficaram com as vagas todas preenchidas nomeadamente os cursos de Medicina Veterinária (15), Ciclo Básico de Medicina (38), Gestão (50), Turismo (25), Relações Públicas e Comunicação (35), Psicologia (35) e Serviço Social (35).
No que concerne ao número de alunos colocados, a Uaç dá conta que se seguiram os cursos de Enfermagem em Ponta Delgada (32), Protecção Civil e Gestão de Riscos (19), Enfermagem em Angra do Heroísmo (18), Educação Básica (17), Preparatórios de Engenharias (14), Biologia (14), Informática - Redes e Multimédia (12), História (11), Preparatórios de Ciências Farmacêuticas (10), Estudos Portugueses e Ingleses (9), Estudos Euro-Atlânticos (9), Sociologia (9), Natureza e Património (7), Preparatórios de Arquitectura (3), Ciências Agrárias (1), Ciências do Mar (1) e Economia (1).
Comparativamente ao ano passado, nesta fase foram colocados menos 26 estudantes (5%). Um valor que a academia açoriana justifica “pelo facto do número de candidatos ao ensino superior ter diminuído este ano a nível nacional em cerca de 5,6%”.
A média de entrada mais alta na Universidade dos Açores verificou-se no curso básico de Medicina, com o último aluno a ser colocado com 17,38 valores. Por outro lado, em Gestão e Turismo a média dos últimos alunos que foram colocados situou-se nos 11 valores.
De ontem até ao próximo dia 21 de Setembro decorre a apresentação das candidaturas à segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público, sendo que os respectivos resultados serão divulgados a 27 de Setembro.
Colocações no superior têm primeira quebra desde 2013
A nível nacional, um total de 43 992 alunos ficaram colocados nas universidades e institutos politécnicos públicos na 1.ª fase de acesso de 2018. Um número que, embora sendo o quinto mais elevado da última década, representa a primeira quebra numa tendência de crescimento que se mantinha constante há quatro anos consecutivos. Em relação ao ano passado, entraram menos 922 estudantes, restando ainda 7290 lugares para a 2.ª fase.
A quebra das colocações já era expectável, face à diminuição do número de candidatos. Mas o efeito da decisão política de cortar 5% da oferta nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, em benefício do resto do país, parece reflectir-se nos resultados globais. Apesar de, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), até ter aumentado em 5,7% a percentagem dos alunos que conseguiram entrar na sua primeira opção, num total de 54,7%. Houve muita procura não correspondida nos dois principais centros urbanos. E muitos lugares que ficaram por preencher em universidades que “beneficiaram” desta redistribuição.
Combinando os resultados da Universidade de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, ISCTE, Universidade do Porto e Instituto Politécnico do Porto, sobraram apenas 142 vagas para a segunda fase nas principais universidades públicas das duas maiores cidades do país. As outras universidades, com excepção de Coimbra e de Aveiro, tiveram - sozinhas - quase tantos lugares por preencher como Lisboa e Porto. Ou mesmo muitos mais, como foram os casos dos Açores e do Algarve com, respectivamente, 233 e 306 vagas sobrantes. Entre os institutos politécnicos, além da situação particular de Bragança - 1243 lugares não ocupados -, outras nove instituições superaram os 300 lugares não ocupados.
Com zero vagas para a 2.ª fase ficaram apenas as três escolas superiores de Enfermagem (Lisboa, Porto e Coimbra) e o ISCTE.
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