PS/Açores não dá orientação de voto a qualquer candidato a secretário-geral

andr-bradford-psO PS/Açores decidiu ontem não avançar com qualquer orientação de voto em relação à liderança para secretário-geral do PS, remetendo a escolha para os militantes tendo em conta o mais benéfico para a região e para o partido.
“O apoio que cada militante em concreto dará a uma ou outra candidatura dependerá da sua exclusiva vontade e da sua decisão própria”, afirmou o porta-voz do PS/Açores, André Bradford, numa conferência de imprensa para anunciar as conclusões da reunião do secretariado regional do PS.
André Bradford sublinhou que ambos os candidatos, Francisco Assis e António José Seguro, assumem compromissos em relação “aos interesses, direitos e às aspirações dos açorianos e da autonomia dos Açores”, pelo que “compete aos militantes do PS/Açores, com essas certezas, escolherem e votarem da forma que entenderem mais benéfica para a região e para o PS”.
“A ambos os candidatos foram solicitados compromissos firmes sobre aspectos importantes”, como “o de defender a actual Lei de Finanças Regionais, o de não aceitar qualquer proposta de revisão constitucional ou de revisão estatutária de outros partidos que não mereça o consenso prévio das estruturas regionais do PS, o de rejeitar estratégias de diminuição da despesa do Orçamento do Estado por transferência de encargos para o orçamento das regiões autónomas ou de manter as actuais obrigações de serviço público a cargo do Estado nos Açores e na Madeira”, referiu André Bradford, lembrando os encontros mantidos pelos dirigentes do PS/Açores com os candidatos.
André Bradford salientou que ambos os candidatos “manifestaram uma solidariedade inequívoca” aqueles compromissos, salientando, por isso, que “ambos os candidatos a secretário-geral do PS tinham condições para serem apoiados pelos militantes do PS/Açores”.
“Essa era a nossa preocupação principal e ficamos satisfeitos por poder verificar que tanto num caso como no outro há um comprometimento nesse sentido e a partir daí não faria muito sentido que fosse um órgão dirigente regional do partido a definir aquilo que deve ser a posição de cada um dos militantes”, observou.
Questionado sobre o facto de o PS/Açores ter tomado sempre uma posição pública, André Bradford justificou “ter ficado definido como essencial” pelos órgãos regionais do partido “a garantia de que o próximo líder do PS, fosse ele qual fosse, fosse alguém que se identificava com o projecto autonómico”.
O secretariado regional do PS analisou ainda o programa do XIX Governo, que vai ser discutido e aprovado na Assembleia da República.
Para os socialistas açorianos, trata-se de um programa “bastante vago” no que respeita às regiões autónomas, já que “contém apenas na maioria dos casos orientações genéricas”.
“Os socialistas açorianos manter-se-ão como têm afirmado, firmemente vigilantes, elogiando a acção do Governo central quando ela for respeitadora dos Açores e opondo-se quando ela nos prejudicar ou atentar contra a nossa Autonomia”, frisou.