Governo e serviços prisionais alargam rede de intervenção junto de reclusos

cadeia pona delgadaA Secretária Regional da Solidariedade Social revelou, em Ponta Delgada, que cerca de duas centenas de reclusos de estabelecimentos prisionais nos Açores já beneficiaram do trabalho de articulação realizado entre as entidades parceiras do protocolo da Rede de Suporte Sócio-cultural à Mobilidade Humana (RSSCMH).

“O protocolo entre a Rede de Suporte Sócio-cultural à Mobilidade Humana e a Direcção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, estabelecido desde 2005, foi agora alargado a outros parceiros, nomeadamente as direcções regionais do Emprego e Qualificação Profissional e a da Prevenção e Combate às Dependências”, salientou Andreia Cardoso, acrescentando que “estes dois novos parceiros são determinantes, quer seja no processo de tratamento e prevenção, quer seja na promoção da empregabilidade”.

Andreia Cardoso falava à margem da assinatura de um protocolo entre o ISSA - Instituto da Segurança Social dos Açores e a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais com vista à prevenção da reincidência criminal.

“Os dois grandes objectivos desta parceria são prevenir a reincidência e promover a integração efectiva destes cidadãos na comunidade”, afirmou, adiantando que “já há um trabalho de 10 anos realizado, o que permite perceber agora quais são os pontos em que é possível melhorar e aprofundar estas parcerias”.

Andreia Cardoso referiu ainda que “é importante passar esta metodologia de trabalho para o Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo e tentar também, de alguma forma, adaptá-lo ao Estabelecimento Prisional da Horta”, de acordo com a sua própria realidade prisional.

O Director-geral dos Serviços Prisionais, Celso Manata, sublinhou, por seu turno, “a singularidade” do protocolo na medida em que agrega vários serviços.

“Isto começou em São Miguel. É uma prática que tem dez anos, período em que a direcção já colabora com várias entidades, o que permite realizar um conjunto de acções com estas entidades”, frisou Celso Manata.

O responsável destacou ainda que este protocolo “é um exemplo” de boas práticas que gostaria de replicar à Região Autónoma da Madeira e continente.