Antiga Escola de São Carlos: CDS-PP vota contra protocolo entre Câmara de Angra e RTP
- Detalhes
- Publicado em 01-07-2011
- Escrito por A Redacção
O Grupo Municipal do CDS-PP Açores na Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo votou, quarta-feira à noite, na reunião pública que decorreu na freguesia de Santa Bárbara, contra a minuta de protocolo que a Autarquia socialista vai celebrar com a RTP/Açores respeitante à cedência da antiga escola primária de São Carlos para instalação das novas instalações da Delegação da Terceira da televisão pública.
Segundo Nuno Melo Alves, Líder da bancada municipal popular, “não cabe à Autarquia suprimir os problemas da empresa”, considerando que o eventual processo de privatização da RTP deveria merecer por parte da Câmara Municipal “um compasso de espera”, pois, frisou, “caso a RTP seja privatizada a Autarquia estará a financiar de forma indirecta uma entidade privada” o que levanta dúvidas legais aos centristas.
Para o CDS-PP a preocupação da Câmara de Angra não se justifica nesta altura até porque estamos a falar de uma empresa que “nem sequer está sedeada nos Açores”, acrescentando que “o argumento da eventual deslocalização das instalações da televisão de Angra do Heroísmo não é suficiente para que a Câmara Municipal intervenha”.
“Lamentavelmente”, consideraram Nuno Melo Alves, José Alberto Borges e Eduarda Borba, “a ilha Terceira não tem sido alvo das prioridades de investimento da RTP”, lembrando os investimentos nas instalações da RDP e da RTP em Ponta Delgada. “É porque as prioridades de investimento da RTP não abrangem a Terceira e a sua delegação da rádio e televisão que agora a Câmara de Angra tenha que intervir nos problemas de uma empresa”, apontaram.
Por outro lado, os populares angrenses votaram contra uma alteração ao Regulamento Municipal de Resíduos Urbanos e Limpeza Pública do Concelho que, segundo a Autarquia socialista, visava evitar o não pagamento das despesas relativas à publicação deste Regulamento no Diário da República. A Câmara Municipal entende que não deve pagar 28 mil euros para publicar este Regulamento, mas o CDS-PP não entende porque é que “só este Regulamento é que não há-de ser publicado”. Nuno Melo Alves salientou que “todos os regulamentos municipais foram até hoje publicados no Diário da República”, considerando que “é a publicação que dá abrangência à aplicação destes regulamentos”. O Líder da bancada municipal dos democratas-cristãos foi mais longe e justificou o voto contra assim: “Se a Câmara Municipal quer poupar então que prescinda de duas edições dos luxuosos boletins municipais ou faça-os mais baratos e com menos luxos”, uma vez que custam praticamente aquele valor.
