Secretário da Saúde reconhece que “errou” ao não abrir inquérito

Rui Luís jornalistasO Secretário Regional da Saúde  disse que errou ao não ter mandado abrir um inquérito em 2017, perante as suspeitas de interferência da administradora do Hospital da Ilha Terceira no caso da evacuação médica.

“Reflectindo um ano e meio depois, foi um erro que foi tomado da minha parte. Com certeza que deveria ter ponderado melhor e aberto o inquérito, até nessa perspectiva da melhoria que o sistema necessita”, afirmou Rui Luís, em declarações aos jornalistas, em Angra do Heroísmo.

Rui Luis optou, nessa altura, por não abrir um inquérito, mas em Agosto deste ano, quando o caso foi relatado pelo Diário dos Açores, o Presidente do Executivo açoriano decidiu abrir um inquérito “urgente”.

Rui Luís admitiu  que a decisão não foi “bem ponderada”, mas disse que não avançou com o inquérito porque tinha informação de que “clinicamente tinham sido tomadas as melhores decisões e de que não houve qualquer consequência relativamente aos utentes”.

“Arquivámos o pedido de inquérito passados três meses. A Protecção Civil fez um conjunto de reuniões no sentido de melhorar todos esses relacionamentos. Achámos na altura que, efectivamente, a situação estaria ultrapassada”, salientou. 

Se fosse hoje, o Secretário Regional da Saúde assume que tomaria uma decisão diferente: “Se me perguntar se numa situação semelhante abriria um inquérito, claro que sim, tal como já abri outros neste ano e meio”.

Rui Luís destacou ainda as directivas do despacho do presidente do Governo Regional, alegando que as evacuações médicas são situações de “grande pressão” por parte da família e dos próprios profissionais de saúde, pelo que é necessário “criar mecanismos legais para definição do papel de cada um”. 

“Este relatório serviu para demonstrar que há um ano e meio atrás houve situações que não funcionaram e que nós estamos sempre a tempo de melhorar o funcionamento”, frisou.