“Minha mulher está desde 18 de Outubro à espera de ser chamada pelo Hospital para tratar de um cancro”

Hospital PDL2

Num grito de revolta, o cidadão Artur Miguel Freitas Melo revelou nas redes sociais que a sua esposa, Rita do Patrocínio Raposo Fragoso, está desde o dia 18 de Outubro à espera de ser chamada pelo Serviço de Oncologia do Hospital de Ponta Delgada para iniciar tratamento de quimioterapia, após ter-lhe sido diagnosticado e confirmado cancro da mama uma semana antes.

“No dia 18 de Outubro a Dra. Maria Inês, Cirurgia, informou-a que nesse mesmo dia enviaria o processo para a Oncologia e alguns dias depois seria chamada pela Oncologia e faria quimioterapia no mais rápido espaço de tempo”, conta o marido revoltado, explicando que “hoje dia 6 de Novembro e três semanas depois, após minha esposa ter ido por duas vezes àquele serviço saber o que se estava a passar e ter obtido como resposta que o seu processo ainda estava para ser distribuído a um médico que a iria acompanhar na doença, dirigi-me àquele  serviço   de Oncologia e resolvi pedir um esclarecimento ao responsável daquele serviço, Dr. Rui SanBento, o qual não me recebeu, o que a meu ver será inadmissível, e do meio do corredor me disse que fosse queixar-me na Administração do Hospital”.

E prossegue: “Era minha pretensão questioná-lo sobre a situação do processo de minha esposa e se não houvesse condições para atempadamente  intervirem no tratamento e contenção da doença, então que a encaminhassem para local onde possa ser devidamente assistida, eventualmente, quiçá em Coimbra, onde tenho família”.

“Acatei a sugestão do Dr. SanBento e, no livro de reclamações dos Serviços Sociais, Junto da Administração do Hospital, escrevi a reclamação invocando a factualidade ora descrita e que urge resolver, pois trata-se de uma doença que não pára e quantos mais dias se passarem poderá  o Cancro desenvolver-se e aí, então pretenderei saber a quem vou pedir responsabilidades”, acrescenta.

Artur Melo diz que “tamanha irresponsabilidade e leviandade no tratamento e acompanhamento de um utente, leva-me a questionar que raio de Serviço Nacional de Saúde será este,... digno de terceiro mundo”.

E termina com um apelo: “Peço o favor de urgentemente resolverem o problema grave de minha esposa”, concluindo que “quem me conhece sabe que sou uma pessoa calma, sem ser espalha brasas, mas tudo tem limites... e aqui o mais importante é que cada momento que passa, a doença pode estar a agravar-se e isso sim... será muito grave”.